No dia seguinte a ter mandado chumbar toda as 60 propostas orçamentais do PSD e em eventual comemoração de o ter feito, o artista chefe da trampolinice política, o especialista em dizer hoje o contrário do que disse ontem e do que dirá amanhã, o mentiroso mor destas pobres terras, o desonesto indivíduo que, desde o dia em que foi claramente batido em eleições sempre recusou o diálogo com quem as ganhou, a criatura que anda há dois anos a fulanizar o ódio na pessoa de Passos Coelho, acossado pelo diabo que lhe ronda o quintal, resolveu vir à praça pública dizer que quer “dialogar”.
Dialogar sim, mas com Rio ou Lopes, tanto faz, diz ele, com Passos é que não, como se Passos tivesse obrigação de lhe coonestar as asneiras, as aldrabices, as trapalhadas.
A perversa coligação que criou ameaça ruir. O PC anda na rua. O BE multiplica-se nas habituais maluquices. O virar de página foi desmascarado. O Estado funciona cada vez pior. A saúde anda pelas ruas da amargura. A educação sofre já as consequências da palermice de um tipo de barbas, lacaio da CGTP. A defesa está às ordens de um palhaço e debate-se com generais de pacotilha. Os fogos queimam e matam. O governo manda bocas sem rei nem roque, apoiado em exclusivo pelo tipo do Porto. O dinheiro ameaça acabar. O Centeno estremece, borrado de medo. A União ameaça. Até o Benfica está de rastos. Em suma, repito, o diabo está no quintal. Ainda não entrou em casa, mas acena, faz fosquinhas.
Remédio? O “diálogo”. Com quem? Os “lamentáveis” que encontrem um líder à altura, um que lhe peça audiência e se disponha a apoiar-lhe o caminho, isto é, a ajudá-lo a abrir a porta ao diabo. Se o esquema da esquerda der de si, então a direita que o aguente. Desde que lhe garantam o poleiro, vale tudo.
A lata estanhada e vil desta desgraça que sobre nós se abateu terá o fim que merece. Mas quando, senhores, quando?
26.11.17

Deixe um comentário