IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O DIA MAIS FELIZ DA VIDA DELA

 

A santinha protectora dos deficientes sexuais, senhora deputada Isabel Moreira (é preciso não esquecer que mandou tatuar num dos frágeis bracinhos a data em que foi aprovada a lei do “casamento” gay), veio à liça com mais uma das suas grandes vitórias: o chumbo do fim dos subsídios de férias e de Natal em 2013, devido a sua iniciativa e de mais uns quantos socrélfios, para além dos inevitáveis PC e BE e do tão inevitável como inexistente “partido “Os Verdes”. O dia mais feliz da sua vida parlamentar, disse ela.

 

É evidente que o Tribunal Constitucional meteu água. Ou a coisa é inconstitucional ou não o é. Se é, é-o tanto em 2013 como em 2012. O artigo da Constituição que, para o Tribunal, justifica a suspensão da chamada “igualdade”, tanto justifica o corte em 2012 como em 2013. Então porque é usado só para 2012 e não para 2013? Ou não justifica, e então tanto não justifica num ano como no outro.

O mais chocante, porém, é o argumento que consiste em atender a uma ofensa do princípio constitucional da igualdade. Então o estatuto dos funcionários públicos também é inconstitucional, uma vez que dá a esses trabalhadores condições de que os demais não beneficiam. Os públicos e os privados são iguais? Valha-nos Santa Engrácia? Onde? Como? Se os doutos juízes queriam usar esse argumento (para 2013), teriam primeiro que integrar os funcionários na Lei Geral do Trabalho. De outra forma não há igualdade de espécie nenhuma. O argumento é falso.

Os ilustres e altíssimos magistrados, para duas realidades iguais (são a mesma!) utilizaram argumentos diferentes. Em 2012, o da necessidade, em 2013 o da igualdade. O que é justo num ano não o é no seguinte, ainda que seja a mesmíssima coisa, aplicada nas mesmas condições.

Tudo isto para glória e felicidade da dona Moreira, sinistra figura cheia de poder!

 

É claro que o problema é mais fundo do que o simples confusionismo do Tribunal ou a ânsia de protagonismo da dona Moreira e seus sequazes. O problema é uma Constituição que não tem nada a ver com o tempo que corre, nem com a sociedade a que se aplica, nem com a democracia propriamente dita, uma constituição que é fonte de imobilismo, de atraso, de paralisia social e económica. Uma Constituição que, se houvesse alguma sombra de escrúpulo democrático da parte do PS, há muito devia ter sido reformada, ou substituída. Mas o PS, como vem demonstrando desde a primeira revisão constitucional, tem andado sempre agarrado ao ilegitimamente programático documento, na mais reacionária e estúpida das posturas. Um (mais!)serviço que lhe ficamos a dever.

 

Acabe-se com as confusões. Acabe-se com a Constituição. Venha a IV República.   

 

13.7.12

 

António Borges de Carvalho



8 respostas a “O DIA MAIS FELIZ DA VIDA DELA”

  1. Interessante: o Irritado critica, e bem, a incoerência do Tribunal Constitucional. No entanto, não consegue concluir que é um pseudo-tribunal de CHULOS VENDIDOS, dominados pelos partidos que os nomeiam. Também não conclui que esta decisão é precisamente a que este Governo e os agiotas acima dele queriam: o saque actual mantém-se em 2012, o saque seguinte será ainda mais abrangente. De 2013 em diante, têm agora alibi oficial para SAQUEAR públicos e privados – menos as devidas excepções, claro, como os ASSESSORES POLÍTICOS que agora receberam o subsídio de férias, ou certos “gestores”, ou empresas público-mamonas em suposto “regime de concorrência”, ou o Banco de Portugal, ou… Fora estas várias e mui legítimas excepções, os restantes contribuintes estão às ordens. Tem que ser, não é? Pois se o TC assim deliberou, que remédio… Até um privado, como eu, cuja única relação com o Estado é PAGAR, pode ser obrigado a descontar parte do justo vencimento das pessoas, além do que já paga, por si e por elas, para dar a este Estado. O mesmo Estado que diz que “gastámos acima das nossas posses”, quando sempre viveu à nossa conta – e acima das suas posses. O mesmo Estado, representado pelo actual Governo, que deixa os responsáveis IMPUNES. A sua impunidade está completa, legitimada, já faz parte da história desta Partidocracia. «Venha a IV República», diz o Irritado. Como, de onde? Não se vislumbra. Venha PAULADA a estes políticos, pseudo-gestores, banqueiros, juízes, mamões, a todos estes PULHAS, a toda esta CANALHA, digo eu. No fundo, queremos a mesma coisa. Toda a questão é qual o caminho mais rápido.

    1. Perfeitamente de acordo!!!

  2. O ponto Sr. Irritado não é a Constituição da República Portuguesa. O ponto está em que 999 por mil dos portugueses não sabem o que é o direito. Com qualquer constituição os problemas serão os mesmos. Porque não: Venha a Monarquia em lugar da IV República. Reino da Dinamarca – estado democrático de direito – O soberano (povo) manda, os súbditos (povo) obedecem, o país prospera e os direitos florescem. E os cidadãos, aldeões e habitantes das povoações intermédias que formam o povo, cada vez mais cultos, arbitram melhor, construindo e constituindo melhores direitos para a regulação colectiva das suas vidas. O povo é soberano e ainda tem uma rainha. República Portuguesa – estado oligárquico de arbítrio – Os oligarcas tiranizam, juízes improvisados pelo poder político arbitram, os ladrões roubam, o dinheiro escasseia e os direitos definham. O povo, burro de carga cada vez mais pobre e subjugado, tenta sobreviver. São todos cidadãos caçados e depenados como patos por vilões com a lei na mão, disfarçados no pântano da cidadania de sociólogos, politólogos e juristas indiferentes ou ignorantes.

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  3. Sr. Irritado peço desculpa e que retire por favor o comentário. Mais uma vez mil desculpas.

    1. Se quer que eu retire o comentário, fá-lo-ei. Porque está repetido e não me é permitido alterá-lo. Não porque não me sinta honrado com ele. Diga de sua justiça.

  4. Sempre de acordo consigo.Como sabe, costumo reproduzir os seus escritos no Facebook, sempre mencionando a origem. Aliás, eu faço uma cópis dos seus escritos, que o Senhor assina.Os meus parabéns renovados.

  5. “A santinha protectora dos deficientes sexuais, senhora deputada Isabel Moreira …”Que tal apodar outros “santos” (alguns exemplos):Relvas, santinho protector de directores e professores da Lusofona – não era a Moderna? – (“é preciso não esquecer …” os dirigentes politicamente nomeados oriundos desse “espaço cientifico”);Passos Coelho, “santinho protector de …” mentirosos e sucedáneos…;Mira Amaral “santinho protector de …” Pedro Passos Coelho (é preciso não esquecer que lhe “ensinou” como vender o BPN —perdoe a risada ih,ih,ih…).Que tal? Não lhe parece mais justo o epiteto (ou, nos seus dizeres, qualificativo da Deputada Isabel Moreira?

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