IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NÚMEROS E ALDRABÕES

 

O governo tem uma estratégia de empobrecimento dos portugueses, quem paga a crise são os mais pobres, o governo aumenta a dívida, vai para além da troica, pisa os mais fracos, protege os ricos, não tem sensibilidade social, há vida para lá do orçamento, o governo castiga o consumo, paralisa a economia…

 

Eis algumas das muitas afirmações que, de muito repetidas, arriscam a ser tidas por verdades.

No entanto… veja-se os números da OCDE. Por muito que a cegueira da ignorância e da partidarite não queira acreditar, aqui estão, referentes a 2007/2012:

 

– Indice de empobrecimento/ano dos países que precisaram de ajuda externa:

– Irlanda: 4,2

– Grécia: 8,3

– Espanha: 3,6

– Islândia: 6,6 (mesmo com desvalorização da moeda)

– Portugal: 2,3

 

Obs. Portugal, de todos os países da Europa com graves crises financeiras, foi o que menos empobreceu até 2012, pensando-se que, em 2013, tenha piorado, em virtude das decisões do Tribunal Constitucional.

 

– Perda (em %) de rendimentos entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres:

 

– Irlanda:+ pobres -10,2;+ricos -4,1                             

– Grécia:+ pobres -12,7;+ricos, -9

– Espanha:+ pobres, -12.9;+ricos, -1,4

– Portugal:+ pobres -1,9;+ricos, -3,7                       

 

Obs.No caso de Portugal, a crise e a subsequente política de austeridade retirou mais a quem mais tinha, ao contrário de todos os outros também sujeitos a fortes políticas de austeridade.

Enfim, é o que diz a OCDE. Alguma coisa valerá, pelo menos para quem tiver dois dedos de testa.

 

À v. consideração

 

10.12.14

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “NÚMEROS E ALDRABÕES”

  1. Estes números são até ao «enorme aumento de impostos», nas imortais palavras do tachista Gaspar. O Irritado também não cita o resto do artigo (no J. Negócios): «[Segundo] os dados mais recentes do INE … o fosso entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres subiu, passando de 10 em 2011 para 10,7 em 2012. Ou seja, os 10% mais ricos em Portugal têm rendimentos quase 11 vezes superiores aos dos 10% mais pobres.» E para o empobrecimento, qual era o ponto de partida? Se o Irritado viver numa barraca, e eu numa vivenda, um empobrecimento de x% é percebido de forma muito diferente por si e por mim… o mesmo vale para os países em comparação. Os outros eram razoáveis, ficaram pior; Portugal já era miserável, mais miserável ficou. Note que não lhe tiro toda a razão: tudo somado, podia ter sido pior. Só que a espiral de dívida não parou, pelo contrário, cada vez devemos mais. Logo, como não há-de continuar a piorar?

    1. V. também cita o Jornal numa certa parte. Omite o que se passa nos outros países.As siferenças que quis sublinhar lá ficam, tudo é relativo, proporcional, para pobres e para ricos.

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