IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA EXTINÇÃO DO SOCRETISMO

 

O famoso jurista Correia de Campos, antigo ministro da saúde dos ominosos governos do camarada 44 e actual comentadeiro com assento no jornal socialista chamado “Público”, talvez recordando os seus tempos de chefe da nacional medicina, veio passar douta certidão de óbito aos “socratistas”, que considera “extintos”.

Veja-se o alto critério de Sua Excelência. No momento em que toda a cáfila do socretinismo regressa ao poder na agremiação e volta a ter fundadas esperanças de poder, este intelectual declara-a acabada. No momento em que o novo generalíssimo da coisa, à boa maneira do socretinismo, informa os indígenas das suas intenções de meter uns milhõezinhos debaixo do tapete, de pagar a dívida de forma “imaginativa”, dominando a “Europa”, a Merkel, o Draghi e os credores em geral e de voltar à loucura das obras públicas, o inteligente Correia de Campos acha, ou conclui, que tal gente está “extinta”, que tais ideias também, que tal mentalidade acabou. É de estalo.

Compreende-se a sanha do senhor em acalmar as massas desconfiadas. Os socratistas voltaram ao de cima? Que ideia! Se estão extintos, como podem voltar ao de cima ou seja onde for? Nem pensar. Dizer tal coisa é obra da imaginação da direita, quem sabe se uma das costumeiras cabalas.

Bem vistas as coisas, o homem está borradinho de medo. Percebendo o quanto pode prejudicar o PS a convicção generalizada de que, em ideias e pessoas, o Costa, não conseguindo parir nada de novo ou de diferente nem tendo outra gente a quem se agarrar, está a ressuscitar a desgraça socretina no seu máximo esplendor, o Campos adopta a tese da “extinção”.

Bem visto quanto estúpido.

 

10.12.14

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “DA EXTINÇÃO DO SOCRETISMO”

  1. É a hipocrisia da política, ou melhor, da pulhítica que temos. Se o 44 continuasse à solta, o PS continuaria a cantá-lo como um herói incompreendido, um governante que só «cometeu alguns erros» (e quem nunca erra?), um grande socialista, enfim, um tipo cheio de qualidades. Como o Isaltino e muitos outros nos provaram, em Portugal pode-se ser corrupto, trafulha, mafioso… desde que não se seja apanhado. A carneirada vota com gosto em trafulhas, sobretudo se têm “obra feita” – e quanto mais trafulhas mais obra têm, pois é justamente esta que lhes recheia os offshores. Veja-se Braga, Felgueiras, Gaia, Gondomar, etc. Só que o Pinto de Sousa foi de cana. Tudo estragado. Mesmo em Portugal, um presidiário não dá lá grande imagem. Vai daí, toca a fingir que o 44 é uma coisa, e o PS é outra. Como se o Costa não fosse o seu fã nº1, como se o Congresso de Matosinhos nunca tivesse existido, como se o 44 não fosse a essência do PS passado e futuro. A hipocrisia pulhítica é simples, linear: só o poleiro interessa. As pessoas, as ideias, as promessas, tudo se mede pelos botinhos que pode ou não render. Mas o que irrita o Irritado não é esta hipocrisia; é ser o PS a aplicá-la.

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