IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NOTÍCIAS DO SOCIALISMO

 

O

 notável ministro das finanças que temos, declarou que, afinal, o taco entrado nos cofres do BPN (banco nacionalizado) “não custou um cêntimo aos contribuintes”. Porquê? Porque foi dado, não pelas finanças, mas pela CGD. O mesmo senhor, declarou que, mesmo para a CGD, não há problema nenhum, porque “o BCE vai repor a massa toda”.

Continuamos a ser tratados como parvos. Se calhar, somos parvos mesmo. Sendo o Estado o único proprietário da CGD, como é que o Estado não gasta um tostão com o assunto? Se o BCE entrega o taco de volta, coisa de que qualquer pretendente a parvo duvidará, em que condições o fará? A fundo perdido? A título de esmola aos pobres? Vai mandar a factura à Comissão Europeia? Aos outros 26 governos da União? Quê?

Sabia-se que o governo tem vindo a entregar à CGD várias centenas de milhões de euros para investimento “privado”, cá e no estrangeiro. Assim nasceu, por exemplo, um hospital “privado”, ali para os lados do Estádio do Benfica. Assim foi comprada a falida Sumolis. Assim outros investimentos foram feitos, ninguém saberá bem quais ou com que resultados. O governo nacionaliza, manda comprar, faz investimentos "privados" malucos, depois diz que não tem nada com isso. Foi a CGD. O governo, coitado, parece um accionista que a CGD engana. O ministro vai metendo o dedo pelos nossos olhos dentro, depois entretém-se a retorcê-lo nas meninges do povo. Certamente por partir do princípio que, sendo parvo, o povo não tem meninges.

O notável ministro informou ainda a Nação que há um bando de canalhas que se diverte e perseguir os caracolinhos pintados de preto do ilustre governador do BdP, em vez de ir para a rua, de algemas em punho, aprisionar os malandrins que tantos problemas têm causado. O governador, por seu lado, insiste na afirmação de que não é polícia, por isso não lhe compete investigar as malfeitorias dos banqueiros. Entretanto, o mesmo senhor do cabelinho pintado de preto diz ao pagode que o governo meteu no BPN 2,5 mil milhões de euros, mas que não tem problema nenhum, uma vez que tal quantia, afinal, vai ser de meros mil milhões.

O ministro disse que era 1,8 mil milhões e que o BCE pagava tudo. Em que ficamos? São 2,5 mil milhões, 1,8 mil milhões ou mil milhões? Quem paga? São os raciocínios do cérebro pintado de preto, ou é o BCE, ou o ministro, ou nenhum deles? Ou nós.

Se esta gente tivesse desculpa, diria que estávamos a lidar com doidos varridos. Mas, como nem têm desculpa nem são doidos varridos, doidos varridos devemos ser nós. Por isso, nós é que não temos desculpa.   

 

F

oi com grande emoção que o país assistiu à queda do camarada Vitalino. O grande educador do PS, senhor Pinto de Sousa, privou-nos da alta testa do Vitalino, da boquinha porcina do Vitalino, das aldrabices do Vitalino. Perdido este cómico, a Nação vai ficar ainda mais sorumbática.  

 

D

eve isto ser um ataque à vitalidade do próprio PS, uma vez que o camarada Vital parece ter sido também remetido ao silêncio e mandado meditar no Choupal.

O camarada Vitalino, espera-se, vai substituído por um outro camarada, já conhecido, aliás, pelos seus habituais dislates e pelo chorrilho de asneiras de que é co-responsável na justiça.

 

Q

uem sabe se o Vital não acaba substituído pela camarada Gomes – a tal que foi eleita euro deputada mas anda a pensar ir parar a Sintra – ou por outro cómico qualquer, desde que a sua capacidade para a asneira esteja rigorosamente provada, como é o caso deste novo artista?

 

P

or falar na camarada Gomes ocorre-me a indignação hoje expressa pela dona Elisa. Segundo ela, esta malandragem que está escandalizada por ela ser deputada europeia eleita e candidata à Câmara do Porto ao mesmo tempo não tem razão de espécie nenhuma: se ela for eleita presidente no Porto, garante, virá para o Porto. Notável. A senhora já percebeu que jamais será eleita presidente. Mas como será, de certeza, eleita vereadora, desde já se sangra em saúde: vereadora, jamais. Não é para o seu alto estatuto. Além disso, é um lugar mal pago, e dá muito mais trabalho que o Parlamento Europeu.

19.06.09

António Borges de Carvalho



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