A malta anda para aí a lamentar-se por causa do pífio Verão que temos tido, da água fria no Algarve, etc.. Imagine-se, há quem chegue ao ponto de duvidar da “ciência” climatológica que domina o mundo e as cabecitas tontas que, até no governo – veja-se um tal Moreira da Silva –, se dedicam a acusar a humanidade de horrendos crimes que põem em causa o futuro do planeta, fazendo-o “aquecer”.
Então como é? Não há Verão que se veja, o Inverno foi frio, e ainda há quem nos queira meter na cachola que isto está a aquecer? Estas dúvidas, quase criminosas se seguirmos os critérios do politicamente correcto, estão a espalhar-se de forma preocupante. Daí que haja quem se dedique a “descobrir” mais uma indiscutível verdade: o aquecimento continua, só que se “transferiu”, qual futebolista, para o oceano. Sim, para o oceano, ainda que sem reflexo nas águas da Manta Rota. E, correctíssima lógica, se o oceano aquece, a terra arrefece. O que significa que a certíssima tese do aquecimento global continua de pé. Estão a ver? E tudo por causa da estúpida humanidade, que insiste em ter indústria, energia e outras estapafúrdias inutilidades!
Muito a sério, o IRRITADO não faz ideia se o planeta está a aquecer ou a arrefecer, ou nem uma coisa nem outra. Mas acha que os outros, a começar pelos “cientistas” da ONU, da UE e que tais, também não fazem. A coisa está a dar, e é tudo. Há os que, “irrefutavelmente”, provam a tese do aquecimento e há os que “provam” o contrário. Só que os primeiros estão na mó de cima e os segundos na mó de baixo. A mó de cima dá imensa massa e fama global, a de baixo nem por isso. Estão a ver?
Tudo isto porquê? Porque há quem ache que nos é dado compreender e alterar os caminhos do clima, como se o clima, a Terra, o cosmos, fossem coisas tão domináveis como a poluição dos rios ou o tratamento dos lixos. O tempo da Terra nada tem a ver com o nosso, os ciclos climáticos – há-os há milhares de milhões de anos – medem-se numa escala que não tem a ver coma nossa. Os certíssimos cálculos dos cientistas contratados para o efeito são mero pecado de orgulho, pretensiosismo bacoco ou oportunidade de vida.
A malta que se lixe com a água fria da Manta Rota enquanto vai pagando a vidinha aos pecadores.
24.8.14
António Borges de Carvalho

Deixe um comentário