Parece que o senhor Pinto de Sousa entrou na fase do delirium tremens.
Uma multidão de idiotas e de ignorantes, que se têm por artistas, gente “educada” pelo Estado, como não podia deixar de ser, chamou-lhe fascista.
O homem borrou-se de tal maneira que nem foi capaz de sair pela porta principal. Esgueirou-se pelas traseiras, não fosse o diabo tecê-las. Os jornalistas em presença nem sequer conseguiram ver em que carro se fez transportar, sendo de pôr a hipótese de ir escondido nalgum porta-bagagens.
Logo a seguir, o seu alter-ego, chamado Vital, encarregado de mandar as bocas que o chefe, para já, não arrisca, pleiteou a favor de mais um imposto, a que chamou "europeu". O Dr. Almeida Santos, possuído de gerontológico furor, resolveu transformar a brilhante ideia em "imposto mundial". Ou seja, a tirada de pré-aviso que o senhor Pinto de Sousa encomendou, transformou-se em destrambelhado disparate.[1]
No que diz respeito ao Dr. Barroso, bombo de festa do Vital, a coisa vai dar mais ou menos no mesmo. O senhor Pinto de Sousa, vítima do síndroma da António Arroio, encomendou mais esta.
– Ó Vital, vai abrindo caminho para que, depois das eleições eu possa dizer que, afinal, por pressão dos deputados, deixamos de apoiar o homem!
Os inteligentes jornalistas que por aí vegetam caíram na esparrela. Vai daí, exploram à saciedade as “contradições” entre o chefe do PS e o seu representante nas eleições europeias.
Não perceberam três coisas:
Primo: o senhor Pinto de Sousa, politicamente, há muito não está no pleno uso das suas faculdades mentais. Percebeu que as coisas não estão fáceis e resolveu esbracejar, num desespero quase esquizofrénico.
Secundo: o senhor Pinto de Sousa chegou à conclusão que a malta não quer aturar mais mentiras e, como verdades são coisas que não estão no seu léxico, encarrega o Vital de as dizer
Tertio: o senhor Pinto de Sousa continuará, assim, a dizer as suas inevitáveis mentiras, e manda o Vital falazar as verdades, para que possa ter “terreno” para as vir a adoptar logo que se caia na real, isto é, depois das eleições.
O mais que se pode desejar é estes vitais tiros saiam aos dois pela culatra.
28.5.09
António Borges de Carvalho
[1] Dado que o Dr. Almeida Santos é um espertalhão, é de arriscar a explicação seguinte: como o homem concorda tanto como eu com o novo imposto do Vital, tratou de o tornar ainda mais absurdo, na estulta esperança de acabar com mais esta loucura do primeiro-ministro. Malandrice!

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