IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NEM O DIÓGENES NOS VALE!

I – A EDUCAÇÃO NACIONAL

As tropas do PC dos bigodes, “representantes” dos professores, fizeram uma espera ao primeiro-ministro.

Delicadamente, o tema do “encontro” estava expresso num enorme cartaz em que se chamava ladrão ao “encontrado”, bem como aos seus subordinados da educação e das finanças.

A decorar tão sugestiva e bem educada expressão de “sentimentos”, os três senhores objecto do insulto apareciam retratados com chapéus de cowboy e encimados pela parangona

 

PROCURAM-SE

 

Às vezes passamos por cartazes pendurados nos prédios dizendo vendem-se andares. Não falta quem diga que é coisa de patos bravos e gaioleiros que não sabem ler nem escrever.

Os nossos “professores” são piores que os gaioleiros. Fazem os mesmos erros, com a diferença que não têm desculpa.

Procuram-se”? Então o verbo concorda com o complemento directo em vez de concordar com o sujeito que, sendo indeterminado, é do singular, em português como em todas as línguas latinas e não latinas?

Eu sei que o sujeito, nas reformas “democráticas “ do ensino, deve chamar-se apito, e que o complemento directo é capaz de ser conhecido por algum impronunciável palavrão. Mas, que diabo, não deixam de ser o que são!

 

Como podemos nós exigir às gerações mais novas que saibam português, se quem os ensina faz públicos erros deste calibre?

Não seria de pôr na rua, com justa causa (incapacidade absoluta e irremediável para o exercício do cargo) todos os responsáveis pelo cartaz, a começar pelo PC dos bigodes?

 

Depois, punha-se um cartaz a dizer

 

PROCURA-SE

 

Seguido da frase:

 

Professores que saibam português

 

Podia decorar-se a coisa com um boneco do Diógenes, a sua velha lanterna em punho, no deserto, à procura de tão improváveis criaturas.

 

 

II – BOA EDUCAÇÃO E COERÊNCIA

 

Invectivado pelo PC dos bigodes, o PM fez uma extraordinária demonstração de serenidade. Conseguiu responder às difíceis questões do fulano sem se irritar, com a calma dos justos, sem qualquer assomo de demagogia. Explicou, com ar pedagógico mas não paternalista, as verdades que toda a gente sabe mas ninguém aceita quando as consequências do socretinismo lhe batem à porta.

Até disse, com o melhor dos sorrisos, que achava piada ao cartaz do “procuram-se”. Calculo a convicção com que o disse.

 

É evidente que o bigodes percebeu tudo, tim-tim por tim-tim. Mas não é da sua natureza perceber. Continuará a chamar os nomes que lhe vieram à cabeça, a fazer os desacatos morais que muito bem lhe apetecer, a convocar greves, manifestações e comícios, a andar pelo país a desestabilizar este mundo e o outro.

Que diabo, o ofício dele é esse, não é perceber o que se passa! Coerência, meus senhores, coerência!

 

13.9.11

 

António Borges de Carvalho



12 respostas a “NEM O DIÓGENES NOS VALE!”

  1. Fiquei com sérias dúvidas quanto ao tal “procura-se / procuram-se”. Sem ir mais longe, SOA-ME BEM (é o meu método científico) “procuram-se”, sendo o sujeito – os três fulanos – não só determinado, como convenientemente assinalado com chapéus de cowboy. Ficaram, é claro, muitos sujeitos (e chapéus) por assinalar, mas entende-se o esquecimento do bigodes: os tais sujeitos acabaram por baixar as calças ao lobby que ele representa (a full-time). Acresce que um tachista sem vergonha jamais chamaria bandido a outro – a sua consciência corporativa não lho permite. Sobretudo quando o maior dos bandidos persegue uma ambiciosa carreira “académica”, a nível internacional.

    1. Eu sei que o erro é comum. Não teria importância de maior se fosse feito por outrem. Não por professores.Passo a explicar. Os três fulanos não são sujeito. São complemento directo. Quem procura, procura algunma coisa. O quê? Os três fulanos. Quem procura (sujeito)? Alguém, indeterminado. Singular.De outra forma, o SE seria reflexo: os fulanos estariam a procurar-se a si próprios!Está a ver a lógica da língua? É o que os professores não sabem e deixaram de ensinar.

      1. É isto que eu gosto em si. A capacidade de ensinar o que sabe.Ora, por vezes tenta ensinar o que não sabe e… aí “derrapa”.

        1. Não me diga que é adepto, ou seguidor da Edite Esttrela. Ou que não percebeu nada.

          1. A única “Esttrela” mediática que conheço é uma “velha”, p.s., que esticou as peles, pensando que ficaria mais nova. Se é essa “Esttrela” que refere, como poderia eu ser adepto de tal “aventesma”? Aliás, caso semelhante só aquela “flor” (ou “Jardim”?) que, pensando ficar mais “atractiva” tratou de engrossar os “beiços”!Isto porque, entendo que os únicos “adeptos” de “beiços engrossados” são velhos com reacção (ou acção, tanto faz) que fazem do “felatio” do seu “modus vivndi”.Assim sendo, terei de responder não ser adepto de tal “Esttrela”.

          2. Perdão, caro Irritado, esqueci-me de concluir.Por perceber tudo, é que manifestei a minha admiração pela sua lição de PORTUGUÊS.Entendeu?

          3. Então onde é que derrapei?

          4. Quando não critica de igual modo os “deslizes” dos “indigentes” do PSD (ou CDS).Na verdade, ambos concorreram para a nossa desgraça.

          5. Terá alguma razão, se formos até lá muito atrás. É verdade que, depois do 25, na pressa de expandir a educação, o que foi conseguido, se descurou a qualidade em favor do número. Talvez fosse inevitável. Formou-se professores à pressa, entre outras asneiras. O pior, porém, foi a confusão, provocada por legiões de “pedagogos” que, para ir ganhando a vida, foram parindo “reforma” atrás de “reforma”, protegendo o negócio dos manuais, propagando a filosofia da educação que consiste em aniquilar qualquer sombra de responsabilidade nos alunos, etc. Quanta tinta se gastou em teorias malucas? Quanto dinheiro? Há-de concordar, oelo menos, que nos últimos anos se atingiram níveis de paranóia “educativa” nunca antes vistos.Acrescente-se que, como é do domínio público, o ME foi invadido por hordas de agentes do PC cuja função é a que se sabe: destruir para reinar.Muito mais haveria a dizer.No que me diz respeito, como bem sabe, tenho as minhas simpatias e o direito a tê-las. O IRRITADO não é um blog sem cara ideológica. Não tem partido, mas tem valores e ideias de base. Quem gosta, gosta, quem não gosta não gosta. E pronto.

      2. Tinha para mim, que se o verbo não exige uma proposição (precisa-se DE estafetas, acredita-se EM verdades), o que é o caso de “procuram-se bandidos”, ou “alugam-se casas”, então o normal será usar o plural. Sendo o “se” uma partícula apassivante, não transforma a expressão na voz passiva: “bandidos são procurados”, “casas são alugadas”? E neste caso particular, parece evidente que professores (plural) procuram (plural) bandidos (plural). Mas mesmo não sabendo disso, “procuram-se bandidos” soar-me-ia melhor. Admito, claro, que possa estar enganado. Por exemplos que vi online, ambas as versões parecem ser aceites, e defendidas. O uso do singular não será uma regra antiga que tem vindo a mudar? O plural será mesmo um erro grosseiro?

        1. Acho que sim. Compare com o castelhano, ou o francês, ou o italiano, para só citar línguas latinas, É evidente que os “ladrões” são complemento directo, e que o predicado concorda com o sujeito, não com o complemento directo.Já li (foi por sso que, acerca de outro comentário, referi a dona Edite, que defende ainda pior, infinitos conjugados regidos por preposição, que é o caso de que fala com toda a razão.Tenh muita pena, mas não tenho a mais leve sombra de dúvida a este respeito. Mesmo com a “evolução” da língua, jamais se pode (e não” podem”) admitir este tipo de recorrentes calinadas.

          1. Soava-me realmente melhor o plural, mas dou a mão à palmatória. Grato pela lição!

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