IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NAS MALHAS DO PECADO

 

Não sei se o Bispo Azevedo fez ou deixou de fazer o que o Dr. Balsemão achou óptimo para vender revistas. Nem me interessa sabê-lo.

É evidente que a natureza humana se deve vingar daqueles que são obrigados à abstinência sexual. Casos não faltam, a ilustrar esta tão comezinha verdade. O voto de castidade deve ser o mais difícil de todos. Sendo uma jura, porém, faltar-lhe é grave.

Adiante. Importante, neste caso particular, é a demonstração de ódio que a coisa demonstra. Admitamos que o Dom Carlos fez, ou tentou fazer, umas porcarias com um aluno. Vão passados trinta anos. A pergunta que se põe é: como é possível que o actual acusador tenha esperado esse tempo todo para pegar no trombone?

Que dose monumental de ódio recalcado – aliás comum na pederastia, dirá um psicólogo que não tenha medo de ser politicamente incorrecto – é preciso para, passados trinta anos, fazer o que fez o denunciante?

O IRRITADO não é moralista nem percebe grande coisa de pecados. Mas, em face do que julga ser valores cristãos, não é muito mais grave o que faz o acusador do que o que o acusado pode ter feito? É evidente que sim.

Dom Carlos que se desenrasque, se conseguir resistir ao balsemónico sensacionalismo. Nós por cá todos bem, ou todos mal, segundo a perspectiva de cada um.

 

23.2.13

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “NAS MALHAS DO PECADO”

  1. «Não é muito mais grave o que faz o acusador do que o que o acusado pode ter feito»? Uma pessoa pasma: então revelar um abuso desta natureza após muitos anos, torna o abusado o único mau da fita? O abusador devia continuar impoluto e impune, isso é que era bonito? Aposto que não tem nada a ver com ser bispo… Já viu bem como anda a “sua” Igreja, Irritado? Que lástima! Pedófilos para um lado, “invertidos” para o outro, mais a hipocrisia de sempre… e tudo o que lhe ocorre são lamentos sobre a difícil castidade? Não vê o absurdo da situação? Uma coisa é cada um ter as suas falhas e idiossincrasias; outra bem diferente é andar a apalpar rapazinhos sob a protecção descarada de uma instituição… que tem a pretensão de impor a sua moralidade à sociedade! Não é um caso isolado, nem sequer raro: abra os olhos, homem. Antes de comentar estes temas como se fossem uma questão “lá deles”, tente pensar: e se tivesse sido o SEU filho a sofrer os abusos desta gente? O que pensaria da sua impunidade?

    1. Acho que o post não merece tão violento ataque. Permito-me sublinhar:a) Neste caso não há pedofilia, a haver alguma coisa é panasquismo, coisa que a sociedade dos nossos dias louva e protege;b) Enquanto cidadão, e segundo o politicamente correcto, o senhor Carlos tem todo o direito de fazer as porcarias que muito bem entenda;c) Enquanto padre, o bispo Carlos não tem direito nenhum e, a ser provado o que diz o acusador, devia ser exemplarmente punido pelas instâncias próprias, que nada têm a ver com a sociedade civil – perante as quais o alegado crime de assédio há muito prescreveu;d) Ao certo, ninguém saberá se fez ou faz as tais porcarias: ele diz que não, o denunciante diz que sim, o IRRITADO não se pronuncia nem tem que se pronunciar;e) Se o denunciante tem razão mas levou trinta anos para perceber, ou, na altura, até gostou ou, agora, cavalga a onda, o que é rasca até dizer basta;e) Se não tem razão, mais rasca é, para além de cheirar que tresanda a rabeta ciumento e frustrado;f) O IRRITADO, no post em causa, não defende nem ataca a Igreja Católica, pela simples razão que não é esse o objecto do escrito, isto para além de andar longe de questões teológicas;g) O seu comentário tem razão num ponto; é verdade que, moralmente, o IRRITADO considera mais irritante que haja um gajo, uma espécie de PIDE, que, trinta anos depois do que diz que sucedeu venha dar à língua, do que o que terá feito o acusado trinta anos atrás.Conceitos. Cada um tem os seus.

    2. Na alínea c) leia-se a qual e não as quais.

      1. Peço desculpa: não tinha percebido que o caso era entre adultos. Claro que, no contexto da Igreja Católica, a confusão é fácil… Sendo assim, tem razão nos seus pontos; só que evitou, como já esperava, a hipocrisia da instituição – e o encobrimento sistemático dos pedófilos que lá se acoitam. Já nem falo do panasquismo, que tanto pode ser uma fixação doentia de esquerdalhas, como uma ligeira idiossincrasia de respeitáveis clérigos… e Ministros dos Negócios Estrangeiros. Muito cristãos, é claro.

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