IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


GRÂNDOLA


O conceitos democráticos são as vítimas predilectas de muitos. É ver as “justificações” que por aí andam, as mais rebuscadas e fantasiosas, sobre a história da cantiga que voltou à tona. A total ausência de escrúpulo democrático das televisões, rádios e jornais, transforma três ou quatro díscolos  de punho erguido a cantar a “Grândola” numa “legítima manifestação de descontentamento popular”, e faz a porcaria ribombar dias inteiros, a metendo-a, com loas, na cabeça de cada um. Um bando de uma dúzia de estudantes impede um discurso de um ministro, e logo o “serviço” público lhe dá toneladas de direito de antena. Outro ministro, aliás de grande prestígio, sofre em silêncio a desafinação de uma escumalha qualquer. A orquestra “informativa” entra em funções e repete vezes sem conta,dias sem conta, horas sem conta, páginas sem conta, a cassete dos “espontâneos” fascisto-comunistas.

A plêiade de vozeadores dos partidos comunistas é contemplada com horas de “justificações” e elogios.

Pior, muito pior do que isso, é o silêncio cúmplice do Seguro & Cª (com raras, honrosas mas não institucionais excepções) ou as meias palavras com que não conseguem disfarçar o seu contentamento.

A Primeira República está de volta. Só faltam as bombas.

 

23.2.13

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “GRÂNDOLA”

  1. É claro que as cantorias são ridículas e inúteis, e que no-las martelam dia após dia por mero circo mediático; mas ver nisto uma grande conspiração já requer uma dose robusta de paranóia anti-comuna. A tolerância das pessoas depende da equidade dos sacrifícios, e dos seus resultados: este Governo falha em ambos. Pior ainda, as pessoas não vêem alternativas credíveis. Os comunas nunca o foram, e nunca o serão. Há ainda muita carneirada, mas cada vez mais gente vai abrindo os olhos. Dizer que os políticos são todos “a mesma merda”, ou que os governantes são capachos de banqueiros, já não é conversa de taxista – é uma constatação banal. O próprio Governo confirma-o, impondo-nos o Relvas da sua (e nossa) vergonha. Logo após o Pinto de Sousa, que raio de mal fez este povo para levar com um Relvas? É ou não tudo “a mesma merda”? Logo, e porque são mansos, os tugas – comunas ou não – aliviam-se através de cançonetas parolas, desabafos no feicebuque, e passeios na avenida. Faltam as bombas, como bem diz. Pessoalmente não gosto de bombas, porque não distinguem responsáveis de inocentes, ou refinados pulhas de transeuntes circunstanciais. Para gente sem vergonha na cara há outras soluções, mais… personalizadas. Não resolve tudo, mas é um começo: esta canalha política e ex-política tem de ser malhada como um tambor. Há excepções, mas são isso mesmo – excepções. Também admito que as senhoras não sejam malhadas, bastam umas verdades bem ditas, onde quer que vão. Para os restantes a solução é óbvia, e não tem nada de musical. Se a impunidade não acabar, qualquer dia não há país.

  2. Não me resta a menor dúvida que é o partido estalinista que gere o espectáculo.Desde manifs intersindicalizados,velada ou abertamente,até às cantoria imbecilizantes.Como se nos países comunistas o povo mandasse alguma coisa.Ao partido sucialista,com este trabalhinho de sapa mais a conveniente manipulação televisiva,sempre com aberturas de noticiários onde uma dezena de agitadores,em close up enchem o ecrã e com o tom apropriadamente esganiçado do(as) loucotoiros,resta-lhe aguardar que a fruta caia de madura.Se as nossas penas são duras,com o PSD no poder,serão muito mais com o PS,diz-nos a história do regime.Com toda esta macacada,a maioria das vítimas destes partidos corruptos e trafulhas,perde-se e perde o sentido que as devia nortear,que seria acabar com esta miserável impunidade da classe política,auditar todas as instituições do Estado,alterar a legislação contra a corrupção,elaborada pelos beneficiários dela,confiscar bens adquiridos fraudulentamente,etc.etc…Há uma mega tarefa e as pessoas anda perdidas entre propaganda e jogos partidários,desnorteadas por quem os devia informar com independência e respeito.Esse dever de isenção e seriedade noticiosa é muito mais um dever para a estação que suga os bolsos de todos os contribuintes para pagar salários milionários,a RTP.

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