Às vezes, temos a sensação que nos a meter os dedos pelos olhos dentro, ou a entreter com inanidades, ou a desviar-nos a atenção do que nos importa, não é?
Ontem, os três figurões da “Quadratura do Círculo”, todos eles inteligentes e sabedores concorde-se ou não com o que dizem, entretiveram-se uma boa meia hora a discutir as já famosas “escutas telefónicas” mandadas fazer pelos serviços secretos. Ou uma pessoa se põe a pau, ou passa a acreditar que esta gente anda a escutar tudo, todos, e por toda a parte.
Porquê?
Houve alguma queixa sobre as tais escutas? Não. O que houve foi uma queixa sobre uma factura de telemóvel que terá, indevidamente, ido parar às mãos dos tais serviços. O mais que tal factura permitiria seria saber a quem o eventualmente investigado teria telefonado durante um mês. É grave? Com certeza. Mas não tem nada a ver com escutas telefónicas.
Então porque se critica escutas sobre as quais, que se saiba, não há sinais de nenhuma espécie? Porque o importantíssimo senhor A acha que ouviu uns cliques? Porque o inigualável senhor B tem a impressão que…? Porque a nobre senhora C acha que, enfim, não é, pois?
Três fulanos responsáveis e, teoricamente, responsabilizáveis, fazem os que se interessam pelas suas opiniões passar um tempão a ouvi-los falar de coisas que ninguém saberá, ao certo, dizer que existem e de que ninguém, responsavelmente, fundamentadamente, se terá queixado.
Acham isto bem? A quem interessa?
O IRRITADO não acha bem.
Não sabe a quem interessa, para além do interesse do inimigo da Ongoing. A quem mais? Às maçonarias? Quem sabe? Aos tipos da quadratura? A que propósito?
9.9.11
António Borges de Carvalho

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