IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


JÁ CHEGA!

 

Anda o ministro Crato à nora com as “conversações” com o xarroco do PC e seus acólitos por causa da celebérrima avaliação dos professores.

Desta humilde tribuna, o IRRITADO aconselha vivamente o ministro a que não se deixe levar em mais cantigas. Aquela gente jamais dará o seu ámen a qualquer das suas propostas. Arranjar chatices é o ofício deles. Se acrescentar o evidente facto de não quererem ser avaliados seja de que maneira for, o senhor ministro só poderá chegar a uma conclusão: ou os mete nos varais, ou eles lhe arranjam uma estrangeirinha de tal ordem que v. acaba por cair da tripeça. Por isso, meu caro, mais uma reuniãozinha ou duas, e acabou.

Decida! E, já agora, mande-os trabalhar, que a maior parte deles há muitos anos não o fazem.

Depois, logo se vê. Se vierem para a rua, vieram.

Seja como for, já chega!

 

9.9.11

 

António Borges de Carvalho



14 respostas a “JÁ CHEGA!”

  1. Não foi o PPD que andou na rua de mão dada com os professores contra o Pinto de Sousa que teve tomates para os avaliar?Não foi o PPD que votou na AR com os comunas e outros o fim das avaliações dos profes?Agora querem o quê?

  2. A minha costela comuna urge-me a discordar do Irritado: é um neoliberal, um capitalista, um fascista, enfim, um tipo mau. Tive alguns excelentes professores, que tentaram fazer de mim uma pessoa melhor – sem sucesso, como se vê. Tenho imenso respeito pelos professores, é uma profissão nobre, por vezes muito difícil, um “thankless job”. Acho que os (bons) professores são as primeiras vítimas desta pseudo-avaliação, e deste Ministério da “Educação” gerido com os pés, há demasiados anos. As restantes – e maiores – vítimas, são os alunos. O meu 12º ano, há vinte anos, equivalia talvez ao 1º ano do Liceu dos meus pais, no tempo do terrível fascismo. Tudo o que eu sabia a mais, era inútil ou impraticável. Até a 4ª classe deles, era mais útil e prática. Nem imagino ao que equivale o 12º ano actual. Quando andava na faculdade, ainda os telemóveis eram uma novidade, já tinha colegas que trocavam o “q” pelo “k” – keres ir ao bar? E actualmente, recebo CVs de licenciados que escrevem “à” em vez de “há”, ou “ouve-se” em vez de “houvesse”. De matemática, ou aritmética, é melhor nem falar. Com raras excepções, são todos Tecelões. —- Ainda assim, sou forçado a concordar com o Irritado – há demasiados professores / funcionários públicos PARASITAS, que julgam que o dinheiro cai do céu. Encostam-se, tal como os militares – a progressão na carreira é automática, para quê esforçarem-se? A maioria dos professores actuais, até só ensina por falta de emprego melhor – numa Economia em recessão, resta aproveitar o canudo e trabalhar para o Estado. Resta saber o que motiva os BONS professores, porque este Governo – tal como os anteriores – parece pensar que também caem do céu.

    1. Bons tempos, em que era necessário decorar todos os afluentes dos afluentes do Douro e todas as estações e apeadeiros da linha do norte…São tb os alunos desses bons tempos que estão preparadíssimos para aprenderem a menejar o reles magalhães com as crianças da primária…

      1. E todos os reis, e todos os seus cognomes… hoje, lembro-me talvez de meia dúzia. Também empinei todos os minérios extraídos das Minas da Panasqueira, então um orgulho nacional… Realmente bizarro, foi quando cheguei ao Ciclo: por contigências da escola, fui obrigado a ter uma disciplina de Hortofloricultura, e outra de Têxteis. Então como agora, percebo tanto de ambos os temas, como o Sr. Pinto de Sousa percebe de engenharia ou de governação. Nem descreverei as tristes figuras que fiz a plantar flores, e a bordar tapetes. Sobretudo nos têxteis, era um nabo tão completo, que só me safava levando o “trabalho” para casa, onde a minha avó fazia aquilo de olhos fechados. Por pena, a minha professora lá fingia que não sabia. Mas julgo que as maiores diferença para esses tempos – falo de há 20/30 anos – são a EXIGÊNCIA e a DISCIPLINA. Era bom aluno, mas quando me baldava demasiado, as notas desciam. Ninguém levava ninguém ao colo. E quem não sabia, não passava. Ponto. Ainda levei reguadas – e até uma bofetada ocasional – da minha professora da primária, e no liceu fui parar à rua várias vezes. À terceira, salvo erro, chamavam o encarregado de educação. Hoje em dia, é proibido chumbar os meninos. E ai do professor que contrarie os meninos, obrigando-os, por exemplo, a portarem-se civilizadamente. Basta lembrar o caso da professora que tirou o telemóvel à aluna (coitadinha), entre muitos outros. Antes, as matérias tinham nomes relativamente claros. De há anos para cá, inventaram coisas esotéricas como “Projecto Área-Escola”, e outros eufemismos que devem ter parecido bestiais às bestas do Ministério. E eu tenho apenas 35 anos. O que pensará alguém da geração do Irritado, da bandalheira em que os sucessivos governos transformaram a “Educação”? E o que se pode esperar, de um país “educado” desta maneira?

        1. Certo, mas tb se abusava, e ainda há quem abuse, da autoridade…Por isso, a melhor maneira de melhorar a educação e dar oportunidades iguais a todos os alunos é insistir nos exames nacionais com correcção cega – mais exames e com maior peso na nota final… para quem tem unhas… É tb a única e verdadeira maneira de avaliar os professores.

          1. Ainda há quem abuse? Como? Após as “reformas” dos palhaços da Av. 5 Outubro, que autoridade resta aos professores? Sem poderem chumbar, sem poderem punir, sempre sujeitos a processos internos ou movidos pelos paizinhos dos pobres meninos… como é que se pode abusar do que não se tem? Até o célebre vídeo do telemóvel, caso não tenha reparado, foi filmado por OUTRO telemóvel, de outro aluno – chegámos a um ponto de difícil retorno, em que os professores, sejam melhores ou piores, são apenas bandalhos de um sistema sem rei nem roque, destituído de qualquer racionalidade ou bom senso. Limitam-se a impingir matérias abstrusas, com nomes do arco-da-velha, simplificadas ao extremo, para cumprir metas estatísticas sem valor real. E é por isso que temos licenciados que dão cinco erros em cada seis palavras. E até parece que sou algum defensor dos pobres professores, mas longe de mim: muitos deles, como sabemos, fazem parte do problema. Nem deviam ser professores, não têm vocação ou integridade para tanto. Quem se lixa, como sempre, são os bons profissionais – que não têm culpa dos desvarios do Centrão Podre, dos seus “programas” absurdos e “reformas” desastrosas. O nosso insigne Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, certamente do agrado laranjal do nosso Irritado, escreveu estas linhas acertadas há 4 longos anos: http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=685692

    2. Os tecelões não escrevem:”A maioria dos professores actuais,até só ensina por falta de emprego melhor”Escrevem:” A maioria dos professores actuais,até só ensinam por falta de emprego melhor”.E muitos dos tecelões não andaram na faculdade.As faculdades por enquanto só passam certificados de habilitações académicas.Que se conste não passam certificados de inteligência!!!

      1. Julgava que poucas coisas me poderiam surpreender: ser corrigido pelo Tecelão, é sem dúvida uma delas. Não possuo a arte ou o rigor do saudoso ManuelB, a minha prosa é (muito) mais canhestra, e por isso lhe returco, com toda a consideração – sendo o sujeito «a maioria», não é natural que o verbo esteja também no singular?

  3. O que eu gosto de ouvir sapateiros a tocar rabecão.Com que então, o ensino no tempo do António das botas de elástico,é que era bom!?!?Que os deuses vos perdoem,não sabem do que falam!!!

    1. Não sei se era bom, mas era certamente MELHOR do que o actual. E era também melhor do que o meu, há 20/30 anos. Não o afirmo por reverência cega ao passado, mas por ser um facto evidente. Não é preciso andar na faculdade, para reconhecer factos evidentes. Mas compreendo as suas hesitações, pois até TRAFULHAS evidentes lhe parecem “estadistas” sérios e responsáveis. Fique-se pelo chinelo.

      1. A vida ensinou-me a desconfiar sempre de rapazolas que pretensamente assumem uma de moralistas, de dedinho espetado berrando,TRAFULHAS!!!Toda a gente tem direito ao disparate,mas dizer que o ensino há 30 anos era melhor que o de hoje,ultrapassa o disparate,está mais no dominio da ignorância e estupidez!!!

        1. Tendo em atenção os seus conhecimentos gramaticias e não sabendo a sua idade sou levado a crer que, ou nunca andou na escola “fascista”, ou foi educado pela escola “reformada”.

          1. Tendo em atenção a sua constante militância na defesa da ditadura,seus hábitos e práticas,não esperaria outra coisa se si.Não é relevante para o caso em apreço,(o ensino antes e depois do 25 de Abril),a minha escolaridade.Outros aqui vão alardeando a sua condição de universitários,presunção, patati,patata,cada um toma a quer!A escola do tempo da ditadura ensinava a decorar os verbos,a tabuada,os rios os caminhos de ferro,os reis de Portugal,era um ensino que previligiava o conhecimento através do empinanço.Não desenvolvia a criatividade nem as aptidões,muito menos o sentido critico.O ensino de hoje promove melhor o desenvolvimento intelectual dos alunos apetrechado-os de novas valências que os ajudarão a abordar melhor os problemas.Dou de barato,que saibam menos de história,mas a história que nos contavam nessa época era uma farsa.

          2. Se “O ensino de hoje promove melhor o desenvolvimento intelectual dos alunos apetrechado-os de novas valências que os ajudarão a abordar melhor os problemas” e nos presenteia com o género “tecelão”, é a PROVA PROVADA da “merda” que nos presenteou. Ou seja, da falência do sistema de ensino.

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