IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MISSÃO PATRIÓTICA

Parece que, finalmente, alguém se propõe pôr fim à desgraça política que tem sido a liderança de Rui Rio no PSD. Já não é sem tempo. Nunca, em partido algum, em momento algum, se assistiu a um líder tão ineficaz, tão preguiçoso, tão fora da realidade, tão ausente de estratégia, tão inexistente como este. A sua saída é um imperativo nacional, mais do que uma questão partidária. Não pode ser tolerada a machadada que Rio vem dando na própria essência do regime, ou seja, na possibilidade de alternância no poder. O apagamento do partido, a substituição do conceito de oposição pelo de colaboracionismo acéfalo, que só provoca o desprezo e o riso do adversário, a ausência total de propostas mobilizadoras, o não diálogo com o eleitorado tradicional, a estulta/idiota procura de eleitorado em franjas da esquerda, o centro e a direita abandonados, tudo aponta, imperativamente, para o regresso de Rio à sua vidinha e para que asssuma o seu inacreditável falhanço.

Há por aí quem compare Rio com Seguro, o caso dum e o caso doutro. Nada mais falso.

No caso Seguro, Costa, altamente comprometido com os governos e com a personalidade de Sócrates, conseguiu defenestrá-lo. O “defeito” maior de Seguro era não compartilhar de tais compromissos. Tinha ganho duas eleições seguidas (“poucochinho”, na “vertical” opinião de Costa), não não contava, o que contava era a sede socratista de poder. O resultado da refrega (vitória de Costa) foi, e é, um sinal claro da honestidade do PS e do seu “eleitorado” interno. Numa palavra, substituiu-se um chefe honesto por outro, que conseguiu perder as eleições que tinha todas as condições para ganhar. O que se seguiu toda a gente sabe: imperoru o conceito de moral republicana da turba costista.  

No caso Rio, a história é outra. Rio nada ganhou, nem podia: em compensação, dedicou-se a preparar diariamente, por acção ou omissão, uma retumbante derrota. Está à vista de todos.

Pôr termo ao descalabro é missão patriótica. Veremos.

 

11.1.19



8 respostas a “MISSÃO PATRIÓTICA”

  1. Estava-se mesmo a ver, Irritado, que o caso Costa/Seguro tinha de ser completamente diferente do caso Montenegro/Rio. É que não há qualquer comparação possível; são como o dia e a noite! O Rio não serviu de lebre (ou melhor, de camelo) durante a travessia do deserto entre eleições, como o Seguro. O Montenegro não tem sede de poleiro e tacho, nem esperou pelas vésperas eleitorais para dar o bote, como o Costa. Claro que não. Não podiam ser mais diferentes. Missão patriótica, acho eu, é desmantelar as máfias partidárias que monopolizam esta pseudo-democracia; é acabar com esta “alternância” entre poia e bosta; é responsabilizar cada partido e cada pulhítico pela sua “obra”. Mas isso sou eu.

    1. Caro Filipe, a “negritude” do monte é tão elevada (e pesada, diga-se) que inclui CAA. Aliás, o porta-voz do grupo está “hesitante”!!!Sabe que mais? Concordo consigo: MISSÃO é partir as canelas desta cambada de chulos.

  2. «…Avançar para eleições diretas, considerou o dirigente do PSD, seria ceder às “agendas pessoais” que acusa Montenegro de ter e “prestar serviço de primeiríssima qualidade a António Costa”.Rio lembrou que Montenegro “tinha toda a legitimidade” para se ter candidatado a presidente do partido, mas “não o fez por razões puramente táticas”Rui Rio defendeu que o PSD “não se pode tornar num partido de gente irresponsável que não é capaz de dimensionar a verdadeira consequência dos seus atos”. “É um partido grande e importante demais para poder estar sujeito a permanentes manobras táticas ao serviço de interesses individuais ou de grupos – sejam mais às claras ou mais escondidos sob o manto de um qualquer secretismo”, frisou.de responsabilidade e firmeza”.Rui Rio defendeu que o PSD “não se pode tornar num partido de gente irresponsável que não é capaz de dimensionar a verdadeira consequência dos seus atos”. “É um partido grande e importante demais para poder estar sujeito a permanentes manobras táticas ao serviço de interesses individuais ou de grupos – sejam mais às claras ou mais escondidos sob o manto de um qualquer secretismo”, frisou.Acusado por Montenegro de ter dividido o PSD, Rio lembrou que foi “o primeiro a querer unir o partido”, ao apresentar listas conjuntas com Santana Lopes, candidato derrotado nas últimas eleições internas, e disse ainda que o ex-líder parlamentar começou a fazer oposição no seio do partido logo no discurso do 37.º congresso nacional, em fevereiro do ano passado, ainda o ex-autarca do Porto não tinha tomado posse como presidente….»

    1. “Anónimo 13.01.2019 01:00” No meio de todas essas virtudes de Rui Rio não nos esqueçamos que foi ele quem fez uma interpretação abusiva e interesseira desse acordo das listas conjuntas feito com Santana Lopes mandando-os assim ambos às urtigas (ao acordo e a Santana Lopes)! E, para os mais esquecidos, assim se iniciou a actual desunião do PSD que, aliás, Rui Rio bem tem fomentado. O PSD sempre tem sido um partido com múltiplas opiniões e vozes dissonantes a criticar o líder, mas… desta vez foi o líder, o próprio Rui Rio, que tendo logo à partida o PSD unido e tendo tudo para o manter unido até às eleições… deitou tudo a perder rasgando o acordo interno acabado de fazer e, claro, com os seus banhos de ética, por sinal bastante hipócritas como se tem constatado. Foi Rui Rio quem, com grande pompa e ostentação, iniciou o ataque ao próprio partido, (mais uma vez sublinho) de modo bastante hipócrita tendo em conta quem escolheu para estar junto dele nos mais altos cargos do PSD, e isto em vez de se atirar às goelas do Primeiro Ministro e restantes ministros que tanto mal têm feito a Portugal e aos Portugueses desde que se apoderaram da governação do país.

      1. Santana é um homem que tudo começa e nada acaba. Relativamente ao “o acordo interno acabado de fazer”, o próprio Santana disse “Na verdade, nem se pode chamar rutura, pois nunca houve sequer um casamento”, sublinhou ainda, acrescentando que “desde o congresso do PSD, durante o qual se tentou algum trabalho em conjunto na elaboração das listas, nada mais existiu”.Só o Montenegro (director de campanha de Santana), volvidos dias, é que manifestou espanto por “rasgar um acordo”. Porém, agora demarca-se de movimentos de recolha de assinaturas para destituir o presidente do PSD, considerando “um erro” fazê-lo a três meses das europeias.

        1. “Santana tudo começa e nada acaba”? Olhe o túnel do Marquês, acabado apesar dos entraves do PS, que já custaram milhões à CML. Olhe o caso Parque Mayer/Entrecampos, que teria sido acabado pelo número dois de Santana não fora a perseguição (até judicial!) da alcateia socialista e que, vinte anos e centenas de milhões depois, continua entregue aos ratos! Mais exemplos haveria, não fora eu ter a sensação de estar a malhar em ferro frio.

          1. Em termos de sensações estamos em comunhão. Na verdade também sinto “estar a malhar em ferro frio”.Quanto ao dizer que “Santana tudo começa e nada acaba”, não obstante o sr descontextualizar (aliás, o exemplo que apresenta é muito “poucochinho” para tantos anos de de vida do “menino guerreiro”), quis afirmar, que Santana começou um partido de direita (não o que sempre almejou: PSL – Partido Social Liberal) que outro acabará. Foi este o escopo da minha afirmação.No entanto, a “flecha” foi endereçada a “outro anónimo”…. Como eu o conheço, … sr. antónio…!

          2. errata: que outro acabará … por OUTRO.

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