Parece que, finalmente, alguém se propõe pôr fim à desgraça política que tem sido a liderança de Rui Rio no PSD. Já não é sem tempo. Nunca, em partido algum, em momento algum, se assistiu a um líder tão ineficaz, tão preguiçoso, tão fora da realidade, tão ausente de estratégia, tão inexistente como este. A sua saída é um imperativo nacional, mais do que uma questão partidária. Não pode ser tolerada a machadada que Rio vem dando na própria essência do regime, ou seja, na possibilidade de alternância no poder. O apagamento do partido, a substituição do conceito de oposição pelo de colaboracionismo acéfalo, que só provoca o desprezo e o riso do adversário, a ausência total de propostas mobilizadoras, o não diálogo com o eleitorado tradicional, a estulta/idiota procura de eleitorado em franjas da esquerda, o centro e a direita abandonados, tudo aponta, imperativamente, para o regresso de Rio à sua vidinha e para que asssuma o seu inacreditável falhanço.
Há por aí quem compare Rio com Seguro, o caso dum e o caso doutro. Nada mais falso.
No caso Seguro, Costa, altamente comprometido com os governos e com a personalidade de Sócrates, conseguiu defenestrá-lo. O “defeito” maior de Seguro era não compartilhar de tais compromissos. Tinha ganho duas eleições seguidas (“poucochinho”, na “vertical” opinião de Costa), não não contava, o que contava era a sede socratista de poder. O resultado da refrega (vitória de Costa) foi, e é, um sinal claro da honestidade do PS e do seu “eleitorado” interno. Numa palavra, substituiu-se um chefe honesto por outro, que conseguiu perder as eleições que tinha todas as condições para ganhar. O que se seguiu toda a gente sabe: imperoru o conceito de moral republicana da turba costista.
No caso Rio, a história é outra. Rio nada ganhou, nem podia: em compensação, dedicou-se a preparar diariamente, por acção ou omissão, uma retumbante derrota. Está à vista de todos.
Pôr termo ao descalabro é missão patriótica. Veremos.
11.1.19

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