IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MEIN KAMPF

Há países em que o negacionismo é um crime público, pesadamente punido por lei. Dir-se-á que é uma limitação à liberdade de expressão. Não sei que diga. Por um lado, tal limitação é isso mesmo. Por outro…

Se eu achar que o Vasco da Gama nunca foi à Índia sou capaz de estar no direito de o pensar, e até de o dizer, não sou? Se eu disser que o Hitler nunca fez mal aos judeus, que até os tratava com todos os carinhos, sou criminoso? Em ambos os casos, o que eu sou é uma besta. Mas, no segundo, a bestilidade corresponde, objectivamente, a uma propaganda da mais repugnante violência. Neste sentido, não haverá dúvida quanto à natureza criminal das minhas opiniões. Julgue quem quiser.

Os astrólogos não ganham a vida a dizer coisas? Que vai haver uma guerra porque o Obama é do signo dos gémeos e que estes, em conjugação com o Mercúrio no canal três do zodíaco, garantem uma conflagração global? Ou que a dona Mariquinhas vai pôr os paus ao marido por causa do cruzamento da elíptica com o equador do Neptuno? Ninguém os manda prender?

O Costa e o Centeno não andam a dizer que a economia vai recuperar, não via investimento mas via consumo? Andam.

Não há 9 candidatos a PR (quase diria 9,5) a dizer, ou insinuar, que a austeridade é, ou foi, uma manifestação de sadismo “neoliberal” de Passos Coelho? Há.

Não vicejam na televisão adeptos do Kim coreano e do Maduro venezuelano?

No meio disto tudo parece que ainda há quem se espante, ou indigne, com a publicação do Mein Kampf que, no meio de uma propaganda dos diabos, aí vem. É de estranhar, não é?

 

12.1.16



2 respostas a “MEIN KAMPF”

  1. Um conselho: deite-se na marqueza … do seu Psiquiátra.

  2. A indignação pelo Mein Kampf é ainda mais absurda se pensarmos que está disponível há anos, de borla, via internet. Qualquer pessoa o encontra, descarrega, imprime, até forra a casa com ele se quiser. Isso do negacionismo é que merece mais umas linhas. Caso já saiba disto, desculpe a seca.O Holocausto judeu é o único com maiúscula; é o único que não pode ser questionado em nenhuma parte – ou se aceita inteiro, ou se é “negacionista”; é o único facto histórico que dá cadeia; é de longe o mais ensinado, difundido e patrocinado do último século. Setenta anos depois ainda saem constantemente novos filmes e livros, abrem novos “museus da tolerância”, e surgem novos cursos e instituições “Holocaustianas”, patrocinadas pelos contribuintes. Milhões de sobreviventes receberam indemnizações. O Estado de Israel foi financiado e armado em grande parte pela Alemanha, devido ao Holocausto.Muitos “negacionistas” não questionam o tratamento brutal, injusto e injustificável de judeus pelos nazis, mas sim o seu plano de extermínio: as câmaras de gás. Estas são a base da versão oficial, a que chamam “exterminista”. Sustentam que não há nenhuma prova física das câmaras. Nunca foi encontrada uma vítima gaseada. As câmaras exibidas nos campos foram construídas pelos soviéticos. De início eram apresentadas como genuínas, hoje já são “reconstruções”. Outras, como a de Dachau, foram discretamente desmentidas ao longo dos anos. Outros factos antes inquestionáveis foram sendo abandonados, como os ornamentos feitos de pele humana, ou o sabão de gordura humana. Em Nuremberga foram aceites muitas outras “provas” hoje esquecidas, incluindo fritadeiras gigantes, armas atómicas, ou uma máquina para esmagar crânios movida a pedal.Até o número de vítimas mudou: Auschwitz-Birkenau desceu de 4 milhões para 1 milhão, de um dia para o outro. Mas o total oficial de 6 milhões de judeus nunca mudou. E as pilhas de corpos emaciados que todos vimos em documentários, empurrados por escavadoras? Todos vítimas de maus tratos, doenças, sobretudo tifo, e de fome. Em 1944-45 não havia condições para os alemães, muito menos para os campos. Eram locais horríveis, mas nenhuma vítima morreu gaseada.Os americanos e os ingleses também tiveram campos de concentração. Apenas não foram bombardeados, nem perderam a guerra como a Alemanha.Nada disto absolve os nazis. Houve certamente um holocausto: morreram talvez 80 milhões de pessoas na II Guerra, entre as quais certamente muitos judeus.Curioso é que a maiúscula, e quase tudo o que se escreve e filma, seja só sobre judeus. E que seja preciso reprimir quem investiga e questiona um facto histórico.

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