O jovem barbudo que, consta, é ministro de educação do chamado governo, veio à TV explicar a razão da abolição dos exames, ora conhecidos por designações mais ou menos esotéricas, que pouco ou nada dizem ao cidadão comum. Já se sabia que não valiam mais que trinta por cento da performance anual do aluno, isto é, que ficavam, a 60%, sob a alçada do altíssimo critério dos respectivos professores, e que uma avaliação independente estava fora de causa.
Mas o jovem barbudo mudou tudo, continuando o hermetismo que, há uma carga de anos, impera nestas matérias e voga ao sabor das montanhas de “estudos” que pululam as privilegiadas mentes dos nossos “educadores”.
Desta vez, o jovem barbudo foi mais claro que a maioria dos seus predecessores. Disse ele que tinha mudado (a meio do ano!) o que vinha a ser feito há 4 anos. Lida a coisa como deve ser, ficou tudo clarinho clarinho: as coisas mudam porque foram feitas pelo governo anterior. É a “razão de Estado” do chamado governo: o que estava feito é para desfazer, mesmo que, em anteriores legislaturas, o partido do chamado governo estivesse de acordo. Assim com o ensino, como assim em tudo.
O xarroco dos professores aplaude.
Da minha parte, obrigado senhor chamado ministro. Fiquei (mais) esclarecido.
12.1.16

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