Quando soube desta história maluca de ter sido proibida a criação de uma faculdade de medicina na Universaidade Católica, o meu acendrado amor pelo socialismo levou-me a ficar irritado com mais esta bordoada no ensino privado. Então uma universidade prestigiada ficou impedida de cooperar na formação de novos médicos num país que passa a vida a gritar por falta deles? Só o socialismo é capaz de uma coisa destas.
Depois, fui-me informando. Parece que, afinal, o autor (directo) da proibição não foi o governo socialista, foi uma “entidade”, um “regulador, uma “autoridade”, ou outra coisa qualquer da multidão de fiscais que nos custa uma fortuna, quem, com a peregrina desculpa na “falta de horas” no currículo de uma cadeira qualquer, se opôs à coisa. Depois, disseram-me que quem estava por trás dela era a ordem dos médicos, com o absurdo argumento de que a nova faculdade era demais, e ia tirar profissionais ao SNS.
Tudo isto será verdade, ou mentira, meia verdade ou meia mentira. Fica o facto consumado da proibição.
E não há um ministro do ensino superior, um dos muitos chamados ministros de Estado, um tipo qualquer, que venha, ou meter a “entidade” na ordem, ou fazer um escarcéu dos diabos nos jornais? (Só tem “desculpa” a ministra da saúde, um irrecuperável e insanável caso de religião socialista e de incompetência militante). Mas os outros, o que fazem, assobiam para o ar, coçam as partes, ou quê? Quê, é a resposta. Deve convir-lhes que assim seja, não vá alguém pôr em causa o monopólio que dizem governar e que há quatro anos desgovernam.
Enfim, uma cabala, diria o chefe 44. Uma cabala, não do socialismo, mas da Universidade Católica.
Vivemos nisto e nada indica que haja cura.
9.12.19

Deixe um comentário