Quando os castelhanos invadiram o Algarve (em 2023), o governo ordenou à tropa que resistisse. O comandante supremo das força armadas, sito em Belém, a contra-gosto, apoiou. Mas a tropa comunicou que estava em greve por tempo indeterminado e que, ou aumentavam os salários, promoviam a malta toda e ressucitavam a manutenção militar com preços da arromba, ou não havia guerra nenhuma.
É este um cenário possível a partir do momento em que as Forças Armadas declararam a sua intenção de lançar um sindicato. Os “fundadores” dizem que tal futuro sindicato não reivendicará o direito à greve, o que faz pensar que raio de sindicato é esse. O direito à greve, como é evidente, virá a seguir, pela simples razão que não há sindicatos sem tal direito.
O caso da invasão do Algarve não é, por isso, mera maluquice do IRRITADO.
Mas há mais. A criatura que veio à televisão propagandear tal e tão meritória iniciativa, teve a preocupação de nos descansar. Veio dizer que o tal sindicato se oporá à entrada dos militares no “movimento zero”. O que, como é evidente, tem o condão de meter tal possibilidade na cabeça dos ditos. Bonito!
Algo me diz que o inacreditável Vasco Lourenço, uma inteligência, com seus muchachos, apoiará esta gente. Oxalá me enganasse.
9.12.19

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