O jornalista Ricardo Costa é um fulano inteligente, arguto, com o dom da palavra e da escrita. Não é de admirar que tenha sido promovido a director do “Expresso”, jornal de muitos defeitos mas de superior qualidade.
É pena que, logo no primeiro número após a sua “subida ao poder”, Ricardo Costa se tenha dedicado a, objectivamente, tomar partido na miserável história das presidenciais.
O “Expresso” de Sábado é uma repetida e repetitiva diatribe anti Cavaco. Quantas páginas, quantos artigos dedica, e com que destaque, a uma história cujos contornos já não há quem não tenha percebido? Muitos. O “caso Cavaco”, não o “caso BPN”, é o leit motiv de uma edição inteira, em claro prejuízo e subalternização de tantos outros que maior atenção mereciam.
É evidente que seria natural que o jornal se debruçasse sobre o assunto. Não é isso que merece repúdio. É o destaque, a insistência, a forma verrinosa como tudo é orientado, sob o nada diáfano manto da “informação”.
Começa mal, o bom jornalista. Vender jornais é bonito, mas não de qualquer maneira. O Alegre, se não for mal agradecido, agradecerá.
10.1.11
António Borges de Carvalho

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