IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MALHAS QUE A POLÍCIA TECE

 

Outro dia assisti a uma cena verdadeiramente extraordinária: o senhor Crespo (Mário) a entrevistar, na SIC Notícias, um respeitável senhor, conhecido por “super-polícia”.

 

O senhor Pinto de Sousa cometeu a galegada de ter atribuído a si próprio a tutela de tudo o que é polícia neste país, assim cilindrando os seus próprios ministros que, veneradores e obrigados, não tugiram nem mugiram quando se deviam ter ido imediatamente embora.   

Para disfarçar no seu inusitado e estranho poder, o senhor Pinto de Sousa resolveu inventar este espantoso cargo. O “super-polícia” actua na dependência directa e com mandato conferido pelo primeiro-ministro.

 

Ora o super-polícia espetou-se a 130 à hora na Avenida da Liberdade, acidente de trágicas consequências. Até aqui, tudo bem, ou tudo mal. Ainda pior, porém é que o super-polícia veio à televisão dizer, a) que não se lembra de nada, dada a trancada que levou e b) que jamais deu ordens ao motorista para andar a 130 à hora na Avenida da Liberdade.

Acreditemos na alínea a).

Quanto à alínea b) pode ser que haja quem acredite, o que só prova que há atrasados mentais.

 

A pergunta que fica é esta: por que carga de água vem este senhor – que, repito, presumo respeitável – “justificar-se” assim à televisão?

Fica a impressão de que alguém o mandou. Seria?

 

No fim de contas, dizem os jornais, parece que quem vai pagar as favas é o motorista, aliás largamente elogiado pelo super-polícia.

 

O mexilhão é um desgraçado, diz o povo, e com razão.

 

10.7.10

 

António Borges de Carvalho



8 respostas a “MALHAS QUE A POLÍCIA TECE”

  1. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Você não está minimamente preocupado com a situação do motorista,esta posta mais uma vez serve para tentar chatear o Pinto de Sousa,que teve a ditatorial ideia de criar um super policia.Como eu o conheço!!!

    1. Você não está minimamente preocupado com a situação do motorista, ou com a absurda desventura da Av. Liberdade, esta posta mais uma vez serve para tentar defender o Pinto de Sousa – o SUPER-PINÓQUIO – que teve a ditatorial ideia de criar um super-polícia, para (melhor) encobrir as suas trafulhices. Como eu o conheço!!!

      1. Você resolveu ter as dores de parto do irritado?Eu acho que ele não precisa que o defendam,mas se tal fôr necessário,o melhor é não contar consigo,você tem-se revelado um péssimo advogado de defesa!!!

        1. Que eu saiba, o Irritado não é nenhuma dama, muito menos em apuros. Logo, é evidente que não pretendia defendê-lo: a minha resposta era unicamente para SI, estimado Tecelão. É que está a ver, é-me difícil ficar indiferente ao seu carisma xuxa.

          1. O que é que você quer dizer com essa do xuxa?Não vá por aí,está muito enganado.Essa tentação de pôr rótulos aos outros é uma técnica já falhada!!!

    2. Pois é.A situação do motorista importa a ele mesmo mais que ao país. Ao país importa saber da concentração de poderes, e de podres, no PM, como interessa saber que a “Justiça” começa onde começa e acaba como acaba: a lixar o motorista, neste caso representando a Nação inteira.É facto que acho que a primeira de todas as prioridades verdadeiramente NACIONAIS é correr com o senhor Pinto de Sousa. Se acha que esse é o meu “pecado”, está no seu direito.Ainda bem que já me conhece. Quer dizer que tenho cara, nome, e assino por baixo.

  2. O Sr. Mário Mendes disse que para ele esse dia não existiu.Eu não acredito nessa afirmação!

  3. Não é para me sagrar mais arguto que o sagaz Tecelão, mas quando se deu este acidente pensei logo que nada aconteceria (pois os terceiros feridos seriam ressarcidos particularmente) ou, a haver consequências, elas recairiam sobre o chauffeur.Há já jurisprudência sobre casos parecidos, como seja o electricista do hospital de Évora que foi despedido à conta dos diabéticos que tinham morrido intoxicados por alumínio, por incúria do hospital. Por sinal, neste caso, também acabou por saltar fora o ministro Borrego, que foi à telefonia contar uma anedota, ainda por cima sem a menor graça, sobre a triste tragédia.E aí está. O tal super-polícia não se lembra de nada, logo está inocente. É o mesmo raciocínio de Dias Loureiro e Vara, quando vão às comissões. Só acho que um homem tão esquecido ocupa um lugar importante demais para a amnésia que sofre.Mas afinal lembra-se de uma coisa: que não deu ordens para o motorista acelerar. Sorte dele, que por isso fica ilibado. E azar do pobre funcionário, que passa a arcar com a responsabilidade.É claro que estamos todos a ver, momentos antes do desastre, o super-polícia a implorar aflitivamente ao seu inferior para fazer o favor de ir mais devagar – e este, insubordinado e ameaçador, responder-lhe que o seu dever era que chegassem a horas à tal cerimónia de posse dos governadores civis e que portanto fosse calado e quieto. Todos sabemos como os chauffeurs do Estado são assim ciosos dos deveres dos seus superiores hierárquicos.Mas dizem-se estas parvoeiras na televisão – e fica tudo como dantes. Excepto o Tecelão, talvez um pouco mais ácido depois de ler os comentários alheios. Mas isso sucede quase sempre.

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