IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


GENTE FINA

 

Se bem me lembro, logo a seguir à tomada de posse do primeiro governo do senhor Pinto de Sousa, houve umas almas danadas que decidiram pôr nos jornais a história de uma casa clandestina que o tonitruante secretário de estado José Magalhães teria no Parque Natural da Arrábida.

Já não sei como, na altura, o assunto acabou por ser abandonado, concluindo o respeitável público que se tratava da costumeira maledicência das forças ocultas, forças que, mais tarde, tão bem caracterizadas foram pelo ilustre chefe do camarada Magalhães.

 

Agora, em parangonas nos jornais e nas televisões, aparece o poderoso camartelo municipal a demolir a tal casa que já se pensava inexistente. Por ordem judicial.

Esclareça-se que foi declarado pelas autoridades que a tal casa não era do camarada Magalhães, mas da ilustre cara-metade do dito.

 

Assim, conclui-se, com a merecida ingenuidade:

 

a)   Que o camarada Magalhães, feroz zelador da legalidade através das polícias que é suposto controlar, está consorciado com uma senhora que faz casas clandestinas a fim de que o respectivo cônjuge possa passar nelas as suas merecidas férias e demais lazeres, tomando umas banhocas na piscina e bebendo uns copos;

b)   Que o camarada Magalhães, coitado, nada tem a ver com as ilegalidades da esposa (se calhar, por causa das coisas, até é casado com separação de bens), utilizando-as em benefício próprio com toda a boa inocência possível, como é próprio de um bom socialista;

c)   Que, caso se viesse a verificar que o camarada Magalhães sabia da história, já se teria demitido, como aliás costuma acontecer nos países civilizados como o nosso.

 

Como o camarada Magalhães não merece ingenuidade nenhuma, as conclusões são como segue:

 

d)   O camarada Magalhães sabia e tornava a saber, desde a primeira hora, que a casinha não era legal;

e)   O camarada Magalhães achava óptimo repoltrear-se na casinha, mau grado a sua clandestinidade;

f)    O camarada Magalhães deve ter achado que, pertencendo a um governo, ainda por cima socialista, estava para além de qualquer suspeita e que autoridade alguma teria o desplante de não só condenar a esposa à demolição como, que ousadia!, executar a sentença;

g)   O camarada Magalhães, seguindo o exemplo do chefe, jamais se demitirá, caia o Carmo e caia Trindade;

h)   Um país governado por pintos de sousas e por magalhãeses, nem com a maior das boas vontades pode ser considerado civilizado.

 

10.7.10

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “GENTE FINA”

  1. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Para alem dos Pintos de Sousas e dos Magalhães,que atropelam as regras,este país está farto dos falsos moralistas.Fossem estas personagens de outra cor politica,e o impoluto cidadão estaria sobre deiáfano manto de sil~encio cumplice.Como eu o conheço!!!

    1. Para além dos Pintos de Sousas e dos Magalhães, que atropelam as regras, este país está farto dos falsos comentadores A SOLDO que os defendem. Sendo estas personagens da cor política ROSINHA, é natural que o impoluto TECELÃO lhes estendesse o seu diáfano manto de silêncio cúmplice, ou talvez acrescentasse aos seus +1200 COMENTÁRIOS, novo elogio ao rasgo criativo do xuxa implicado. Como eu o conheço!!!

      1. Boa, Filipe.Desmascare esse cara de cutecelão.

  2. Desde o caso Freeport que percebi que as famílias dos socialistas são uns grupos disfuncionais que se prestam a esdrúxulas e perifrásticas situações. O primo chinês do Zézito era afinal um longínquo “filho do meu tio”. Agora ficamos a saber que o tal Magalhães quando vai de fim-de-semana para a Arrábida, dorme ao relento. Nos dias de chuva, talvez se agasalhe na casota do cão – pois a casa não é dele, mas da sua mulher.Há uns anos, este Magalhães era um sujeito malcriado, que conheci de ouvido, ainda a Quadratura do Círculo era transmitida por telefonia. Já aí as provocações feitas a Pacheco Pereira eram de tal monta, que sempre me admirei que este não atirasse o copo de água – obrigatório numa mesa-redonda – á cabeça do provocador. Se calhar Pacheco já então sabia que afinal o “Magalhães” afinal não é à prova de choque nem de água, como afiança o nosso primeiro, da mesma forma que garantiu que o hardware fora inventado por cá, que o seu fabrico se submeteu a concurso como manda a lei, que esses caríssimos brinquedos (quantos estarão ainda a funcionar?) foram um presente útil que todos demos aos meninos – e não um acto eleitoralista, etc. etc.O Magalhães chefe-da-polícia-e-marido-de-uma-prevaricadora era também pessoa muito interessada nas coisas do espaço cibernético e porventura quando todos pensam que o nome do computador vem homenagear o navegador dos mares que quase deu a volta ao mundo, porventura foi baptizado por este navegador da net, que encalhou na Arrábida.Acho que na televisão mostraram a vivenda a ir abaixo, o que é sempre um espectáculo revoltante de assistir, excepto quando o novel Sócrates atirou com as torres da Torralta ao chão (e com elas muitas poupanças de remediados antes 25ª). Muito mais edificante seria mostrarem como é que a casa se conseguiu erguer. Mas isso não atrai audiências. O que a nossa televisão gosta mesmo é de trai-las.

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