IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MALEFÍCIOS CAMARÁRIOS

 

A tristemente famosa Câmara Municipal de Lisboa é, segundo parece confessar, proprietária de nada menos que 145 prédios em risco de derrocada. A isto devem somar-se mais umas centenas deles que, não estando ainda a cair, para lá caminham.

Ou seja, quando a Câmara entra no rol dos senhorios, é exactamente igual aos demais. Igual? Não. Pior.

Anda a pregar moral, a querer multiplicar os impostos dos senhorios que têm prédios em mau estado, a anunciar apropriações administrativas (entenda-se espoliações e esbulhos), “vendas obrigatórias” e outros pontapés na verdade e no Direito. Tudo “medidas de reabilitação” que quer aplicar aos outros, enquanto ela continua a deixar cair o que tem.

Acerca da lei do arrendamento, talvez própria de Cuba ou do Zimbabué, a CML diz nada. O que a CML faz é cair em cima de terceiros, tão vítimas quanto ela da estupidez legislativa elevada ao cubo pelo PS, desta feita pisando ainda mais a verdade e o Direito.

 

Todas as autarquias têm o seu quê de inimigo público. A de Lisboa abusa. Pouco ou nada mais é do que isso.

 

28.2.10

 

António Borges de Carvalho


Uma resposta a “MALEFÍCIOS CAMARÁRIOS”

  1. Tem toda a razão. Num perverso entendimento que os senhorios são malévolos “capitalistas”, o Estado abusa da sua vocação e competência, apropriando-se por forma indirecta dos prédios, intrometendo-se num contrato entre duas pessoas, senhorio e inquilino, congelando as rendas e desta forma inviabilizando a possibilidade daqueles poderem proceder à manutenção dos seus prédios, para já nem falar no rendimento nulo, ou mesmo prejuízo que lhes causam, depois de pago o imposto municipal.Ainda não há 10 anos tinha um inquilino, cujo contrato fora celebrado em 1913 entre o meu bisavô e o avô dele, com uma renda mensal de 50 cêntimos. Afinal a sua família é que foi herdando a casa – e nós a sua formal titularidade, para pagar os impostos.E a injustiça não era menor com as rendas comerciais, tendo que comprar a peso de ouro o trespasse, em que afinal a “mercadoria” mais valiosa não era o negócio em si ou as existências, mas a renda custando o preço de um jornal.E agora, com os inquilinos economicamente exauridos, apoderam-se das casas que estão em mau estado de conservação.Felizmente vivemos num Estado de direito. E sendo a CML o senhorio, ainda mais podemos constatar essa generosa bênção que Abril veio ofertar-nos.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *