IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MALDITA EUROPA!

 

Os nossos ilustres governantes descobriram que a culpa de todos os males que afligem a Nação é da Europa.

A culpa já foi do Cavaco, do Barroso, até do Santana. A culpa já foi dos EUA e da sua crise. Já foi dos mercados, da economia de casino (Mário Soares dixit), do preço do petróleo, do diabo a quatro.

Quando o IRRITADO pensava que a culpa viria, a curto prazo, a ser do “aquecimento” global, do Benfica ou do amigo banana, eis que a inteligentsia governamental descobriu o verdadeiro, o único, o mais terrível culpado: a Europa!

 

Vejam o que diz o poder:

 

o enfrentar desta situação implica uma resposta europeia

(gajo do beicinho à banda);

o conselho europeu estará em condições de uma vez por todas dar um sinal claro

(criatura de cabelo à escovinha das finanças);

Portugal está e continuará a fazer o seu trabalho. A Europa é que tem ficado aquém

(rapazito de barbas que vem todos os dias à TV dizer aldrabices).

 

Interpretando:

O governo trabalha afincada, honestamente e com enorme sucesso, para combater a crise – como demonstra, por exemplo, a 14ª visita do primeiro-ministro às obras do túnel do Marão;

O governo, qual alfaiate, toma “medidas” – como demonstra, por exemplo, a inauguração de um lar da terceira idade, pelo primeiro-ministro, em Bragança;

O governo sabe que a situação económica é óptima, como demonstram, por exemplo, as últimas 432 declarações do primeiro-ministro;

O governo tem um sucesso formidável a vender papéis de crédito a preços altíssimos, como demonstram à saciedade, por exemplo, as múltiplas afirmações de grandes vitórias financeiras que o primeiro-ministro anuncia dia sim dia não.

 

Quem lixa tudo é a Europa!

A Europa, capitaneada por governos de direita (só os países de sucesso têm governos de esquerda, como a Grécia, Portugal e a Espanha), insiste em não acreditar nas inteligentíssimas políticas do governo, há seis anos em gloriosa marcha para um futuro brilhante, futuro em que só ele acredita porque só ele tem razão.

A Europa ameaça! Com quê? Com a necessidade de haver quem tome conta disto. Canalhas! Não sabem que quem toma conta disto é o governo?

 

Apesar do maravilhoso governo que temos, todos somos vítimas dos malefícios da Europa, pasto que é de gente de direita, de agiotas, de incompetentes e de inimigos da nossa bela Pátria.

E ainda há quem queira acabar com o governo, quando, ao invés, se devia era acabar com a Europa!

 

20.2.11

 

António Borges de Carvalho



11 respostas a “MALDITA EUROPA!”

  1. O que essa gentalha diz só tem a importância que lhe dão.Se fossem colocados no lugar (Custóias, por exemplo), ninguém lhes ligava ponta de corno.Toda essa manada de esquerda, que aclamou o levantamento popular no Egipto, guarda um elucidativo silêncio sobre os mais de 100 mortos em manifestações de rua na Líbia.Claro que quando o governo de Cavaco mandou dar umas bem dadas bordoadas nos traficantes e gatunos que cortaram a passagem na ponte, isso era um tremendo tique fascista e repressivo.O amigo Kadafi, agarrado ao poder que nem uma lapa desde 1969 (era o Salazar, né? ehehe!). lá vai fazendo pela vida, à boa maneira esquerdista, mandando aquela gente insuportável que não aceita a sua demokracia prapular, ao encontro do Criador, na certeza que vão todos para o céu e portanto salvando centenas de almas.

    1. Quantos politicos tugas ja foram “agraciados” pelo “amigo” colonel gaddafi ?So Ronald Regan teve balls para lhe cortar o pio por uns tempos… e o governo tuga nao deixou a USAF usar o espaco aereo…As amizades ja vem de longa data…

    2. Caro Libian Partner:Desculpe o comentário, mas quero relembrar-lhe que além dos que o amigo kadafi não suporta, ele também manda os outros que não conhece para o Céu e a “civilização ocidental da democracia e da liberdade” liberta o bombista que sai de Londres a morrer e chega à Líbia fresquinho da silva e herói.

  2. O seu salvador da pátria de nome Coelho em breve tomará o poder e põe isto na ordem,tem é que se despachar se não o tempo de validade expira.O tal Coelho aida não está no poder,já está a fazer promessas manhosas,já está a mentir aos portuguses,quando disse na TV,que está preparado,sabe,e vai resolver os problemas do país.Em matéria de mentirolas,Pinto de Sousa já não está sozinho.Pinto de Sousa,segundo os orgãos de informação,esteve no Marão pela 3ª vez.

  3. Caro Irritado:Triste mesmo é que nós não somos parte da Europa, nem da de Leste (apenas geograficamente).Apesar de tudo por favor não nos compare a Espanha, há sessenta anos estavam adiantados mais de 50 em relação a nós, hoje, como eles avançam e nós recuamos devem levar uns 100 de avanço. Nem me atrevo a pensar em comparações com outros; e um dos piores, se não o pior, problemas sempre foi o analfabetismo e a falta de educação (hoje chama-se iletracia ou coisa que o valha) mas é na mesma analfabetismo grosseiro e em pessoas muito novas.Em nova acreditava eu na cultura de esquerda para eliminar esse mal mas não, no nosso País é sempre do interesse do poder, qualquer que ele seja, fomentar a ignorância do pobinho.Já o disse: somos uns parolos.

    1. Cara pirata, deixe-me que estranhe que, de todo o post, só se tenha debruçado sobre o caso espanhol. Sem pôr em causa que o império castelhano da península está à nossa frente, não posso deixar de corrigir a sua memória histórica. Há sessenta anos (anos 50), Espanha estava mais que de rastos. Ainda não se tinha refeito da guerra civil. Em 59, era miúdo, fui pela primeira vez a Espanha. Em Badajoz, as cianças que engraxavam os sapatos aos portugueses, se lhes pagávamos em pesetas, pediam escudos (eso es mierda!, as pesetas, claro). Na Gran Via, havia velhinhas a vender cigarros. Não maços de cigarros, mas cigarros à unidade. Comparada com a nossa, a miséria espanhola era muitíssimo pior.Posta esta precisão histórica, é evidente que os espanhóis tiveram mais sorte que nós com o ditador que arranjaram. Como era mais dado a grandezas que o guarda-livros de Santa Comba, aproveitou o plano Marshall, aceitou capitais estrangeiros, pôs a economia a funcionar em termos muito menos modestos que os nossos. Nos anos 60 e 70, a Espanha ultrapassou-nos, e nunca mais a agarrámos. Andávamos metidos nas guerras de África, eles não. Talvez isto sirva de desculpa.À laia de conclusão, deixe-me dizer-lhe que o seu visceral castelhanismo (já tinha dado por isso…) será legítimo, mas não exagere…

      1. Caro Irritado:É verdade que estavam de rastos, comiam alcachofra ao “almoço e ao jantar” e mesmo assim acredite que nos levavam 50 anos de avanço (se não fosse esse avanço aqui a sua fiel leitora não estaria cá). O avanço vem de trás, não foi só o Franco, até talvez a guerra civil tivesse também dado um impulso, e a nossa guerra não é desculpa, pelo contrário. Assumir a pobreza e lutar contra ela terá sido um factor de crescimento.Não vejo os portugueses a comprarem cigarros à unidade porque isso seria mostrar falta de dinheiro.Debruço-me sobre o caso espanhol porque são os nossos vizinhos próximos, aqueles com quem mais nos comparamos e porque não tenho o privilégio de conhecer a Europa profunda (3/4 dias em Paris ou Amesterdão mal chegam para lhes sentir o “cheiro”).Também por aqueles anos na América Latina se vendiam cigarros à unidade.

      2. Parece que finalmente você vem reconhecer,que o atraso deste país tem raízes salazarentas,e não só,direi eu, e não produto de um bando de socialistas que o têm desgovernado. A Europa da direita que você apregoa,cheira-me que está mudando,veja-se as eleições recentes na Alemanha,vamos aguardando.A Grécia deve a situação em que se encontra ao governo de direita,agora os socialistas é que têm culpa.A Espanha está a braços com uma situação que deriva das politicas erradas na construção,que com a crise,deu bernarda,e antes de Zapatero esteve lá quem?Em Portugal,quando o dinheiro entrou a rodos,Cavaco encheu os bolsos aos amigos,os dinheiros para formação profissional deve estar espalhado pelo Alentejo e Algarve em grandes chalés e por aí fora,não desenvolveu o país,nomeada e principalmente na formação dos portugueses.Quando as empresas que exploravam a mão de obra barata e desqualificada,se deslocalizaram,milhares de portugueses ficaram sem emprego e qualificações para outros empregos.O emprego aumentou e a culpa é dos socialistas é que têm a culpa,quando têm feito em matéria de qualificação dos portugueses aquilo que nunca foi feito.O ser de direita não implca que se falte á verdade dos factos!!!

      3. P.S.:No seguimento do comentário anterior, não exagero no castelhanismo pois toda a vida a minha família e eu própria trabalhámos – os mais velhos no duro -, sempre pagámos impostos e à excepção de alguns meses no desemprego (mas em trabalho comunitário) nunca recebi qualquer subsídio (o meu avô paterno, anti salazarista e ainda mais anti-subsídios, dizia que o subsídio produz calões).Sempre produzimos para este País que nos desgoverna à tripa-forra com uma ditadura que nos mata sem armas.Que amor se deve dar a uma Terra assim?

  4. P.S.: tenho a infeliz certeza que 80% dos miúdos e menos miúdos que têm o magalhães não fazem a menor ideia da história do dito; vivemos no mundo do facilitismo e quanto maior o acesso a informação dispersa e muitas vezes inútil, menor o conhecimento.

  5. Quando Salazar chega ao poder, encontra um país desenvolvido, uma situação financeira próspera, deixada por um regime que é apontado em todos os manuais de História como exemplo, a I República.Ele bem tentou que Portugal participasse na II Grande Guerra.Teve azar, as forças de esquerda, nomeadamente o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda não permitiram. E assim, os pais de vários opinadores lá permaneceram vivos e trouxeram à luz da vida os seus loquazes filhos.A África portuguesa tinha conhecido uma explosão de construção de cidades modernas, redes viárias, aeroportos, pontes, etc.Tudo obra da I República, que se revelou incansável no engrandecimento da pátria.O bibliotecário ainda tentou vender o país à URSS, felizmente que entra em cena novo herói, Super Cunhal, que lutando com todas as forças, o impediu e permitiu resguardar a nossa independência.Mais tarde, Caetano recebe uma autêntica enxurrada de dinheiro da UE e deixa o país afogado numa das maiores dívidas externas da história, perdeu o Ultramar, entregando-o propositadamente nas mãos de ditadores sanguinários, perante a feroz oposição de Mário Soares e Cunhal.É por demais conhecido o envolvimento de Caetano em casos de corrupção de sobreiros, submarinos, BPN, Face Oculta, Freeport, recebimento de luvas na entrega de Cahora Bassa, nos perdões de dívidas às kleptocracias africanas, dos consórcios do TGV, montagem de uma rede tentacular que nogoceia os imóveis do Estado defraudando-o em milhares de milhões, etc.E se hoje temos alguma dificuldade, tal se deve a estes episódios negros da nossa história contemporânea.Mas Portugal está a ressurgir, sob o estandarte do Partido Socialista e o comando do nosso amado líder Sócrates, o país volta a trilhar os caminhos da abundância e conhece um incremento económico sem precedentes.PS – Dr Xu Lai é um ilustre académico, docente de estória sucialista na UNI.

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