Os militantes, eleitores e simpatizantes do PSD estão em dívida para com Luís Montenegro. Isto se é verdade que Rio reconheceu as razões dos seus críticos, prometeu oposição feroz a Costa e garantiu mudar de “estilo”, como dizem alguns jornais.
Não sei se vai a tempo, ou se tem vontade para isso. Se utilizar contra Costa a mesma ferocidade que usou contra o seu companheiro Montenegro, talvez as coisas melhorem, talvez o PSD consiga ir um pouco mais longe, isto é, sair do estado a que Rio o reduziu. Se tiver alguma ideia que não seja a de servir de bengala ao socialismo, que a diga. Se for capaz de perceber que os seus opositores no partido não são o seu principal adversário, nem querem dar cabo da alternativa que o PSD podia ser, quem sabe se unirá os militantes. Se quiser entender que foi ele quem criou, por omissão, incompetência, mania da perseguição, inutilidade política, teimosia infrene ou preguiçosa, a discórdia partidária, talvez haja (ainda) alguma maneira de sair do buraco onde se meteu e ao partido.
Em suma, se Montenegro conseguiu, com o desafio lançado, sacudir o adversáro e pô-lo a trabalhar e a entender que o país é mais que o Porto, é possível que tenha criado um novo Rio e gerado alguma esperança.
Possível é, provável nem por isso.
19.1.19

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