IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


LIXO, PRECISA-SE

 

Uns rapazes, negociantes de lixos ditos perigosos, vieram queixar-se publicamente da falta de matéria-prima para o seu nobre mister.

É que, dizem, andam para aí uns malandros a fazer concorrência desleal. Por outro lado, acham que há fulanos que guardam o lixo, não se sabe bem para quê, em vez de o entregar a quem de direito.

Gravíssimo problema, pensar-se-á. Mais gente para o desemprego, os industriais do lixo falidos, uma desgraça!

Mas não é bem assim. E tanto não é que os lixadores andam a exigir à administração pública mais cinco aninhos de contrato. Ora se, dada a falta de lixo, a coisa não é viável, e se estão a perder dinheiro, diria a mais elementar lógica que, com mais cinco anos a perdê-lo seria uma catástrofe. Ora como os lixadores, que se consideram lixados, não são uma associação de caridade, o que isto tudo quer dizer é que arranjaram um bom pretexto para ir ganhando umas massas durante mais cinco anos. Genial, não é?

 

7.6.12

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “LIXO, PRECISA-SE”

  1. O Sr Carvalho fala por códigos. Com efeito pedi-lhe para “falar” do “caralho” e ele vem escrever sobre lixo e lixadores, dando à estampa esta brilhante prosa: “Ora como os lixadores, que se consideram lixados, não são uma associação de caridade, o que isto tudo quer dizer é que arranjaram um bom pretexto para ir ganhando umas massas durante mais cinco anos.”Genial, não é?

  2. Realmente, não percebo: o Irritado lá sabe que temas deve ou não abordar, o blog é seu, mas focar os lixeiros como grande problema nacional… enfim, estas prioridades escapam-me. Deve ser porque não há nada a dizer sobre o Sr. Borges, como pede o Anónimo, ou sobre o SAQUE FISCAL cada vez mais acentuado, ou o aumento da dívida pública, ou a diminuição da receita fiscal, ou a miséria crescente da população, ou a impunidade dos do costume, ou a recapitalização da nossa pobre Banca, ou sobre o… Dias Loureiro. E se não há nada a dizer, é porque deve estar tudo bem. Porreiro, pá.

    1. Não considero o caso “grande problema nacional”. Uma local num jornal qualquer chamou a minha atenção. Achei graça, e pronto, ai vai uma dentadinha… dá licença, não dá?A segunda parte do comentário está ultrapassada, não está?

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