Quem te viu e quem te vê, ó destemido, ó bravo, ó grande homem, ó maravilha fatal das hostes socialistas! Todos temiam a tua feroz verve, os teu olhar penetrante, a tua ameça permanente de esmagar os teus inimigos, quem te viu e ouviu em terríveis debates, ameaçador, qual tremenda fera, indómito, áspero, o teu inesquecível vozear, os teus urros indignados a aterrorizar os teus émulos, os teu concorrentes, os teu rivais.
E afinal, meia dúzia de fulanos, os mais deles já usados, com uns cartazes na mão, bastaram para te fazer dar à sola, de frosques, bazar, meter o rabo entre as pernas, ou seja, metê-lo no BMW da governança, ala moço que se faz tarde, vamos mas é embora antes que alguém toque a fímbria das minhas augustas vestes. Não, isso de enfrentar os protestantes podia causar-te problemas, podias levar algum sopapo, podias ter que argumentar com eles, com o povo em fúria, podias ter que defender os teus altos pensamentos, desta vez fora do recato das televisões ou do sossego policiado do parlamento. Xiça!
Onde chegou o PS. Mário Soares, goste-se ou não do homem, ao menos não tinha miufa, chegou a levar um par de estalos na Marinha Grande, mas não virava costas à turba. O discípulo Galamba é isto. Com meia dúzia de gritos de uns patarecos quaisquer, aí vai ele.
Ficará registado na memória das gentes? Não, a lavagem mental do PS já lhes deu cabo dela.
17.11.19

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