IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


LEMBRAR O INESQUECÍVEL

 

Faz hoje 112 anos foi cometido em Lisboa um nefando crime. As alfurjas de Lisboa mandaram assassinar o Rei e o seu filho mais velho. Distintíssimo diplomata, cientista inovador e de alto mérito, artista talentoso, amante da terra pela qual muito sofreu, Dom Carlos assassinado é bem a imagem do que se passa numa Nação que perdeu por completo a noção de si própria, e para quem o patriotismo se transformou em arma demagógica da mais repugnante política.

O futuro viria a demonstrar, pelo caos político e pela mais acéfala repressão (neste aspecto, a I República deu lições à ditadura que acabaria por provocar) quais são os resultados dos “princípios” que inspiraram o regicídio.

 

O que nunca é demais recordar.

 

1.2.14

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “LEMBRAR O INESQUECÍVEL”

  1. O seu malogrado D. Carlos foi uma vítima dos tempos de mudança em que viveu. O Irritado gaba-lhe as virtudes, mas omite que ele representava, e perpetuava, um regime iníquo. Um regime que dava tudo a uma pequena elite – fortuna, poder, vida faustosa – simplesmente pelo seu berço dourado, enquanto a maioria da população era miserável, analfabeta, e sem quaisquer perspectivas. Só monárquicos como o Irritado acham isto aceitável. O seu assassinato é de lamentar? Sim, mas nunca o ouvi lamentar a miséria fora do palácio real; ou os largos milhões que foram assassinados pouco depois. Em 2014 cumprem-se 100 anos do início do massacre mais absurdo da História, a uma escala até então nunca vista. Dirá que D. Carlos nada teve a ver com a guerra. Pessoalmente, não; mas pertencia à mesma classe que enviou tantos para morrer nas trincheiras, a partir do conforto dos seus palácios e ministérios. Este critério é recorrente em si: lembro-me que escreveu um post pungente sobre a morte do Sr. Otão de Habsburgo, que coincidiu com a do último combatente da I Guerra. Para si, a verdadeira tragédia foi a primeira; a segunda, e os milhões que esta representou, são um não-assunto. Creio que este critério diz bastante do autor. P.S. Outro estranho lapso do Irritado: a serem «112 anos», estamos em 2020…

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