– Uma das últimas “prerrogativas” de que os portugueses dispunham em matéria de IRS – as despesas de saúde – vai desaparecer, ou seja, cada medicamento, cada consulta, cada exame, cada cirurgia, vai passar a custar o que custa, mais a taxa de IRS a que cada um for submetido.
– As taxas moderadoras vão ser “progressivas”, isto é, a coisa será tanto mais cara quanto mais doente um tipo estiver, quanto mais velho for, quanto mais precisar de assistência.
– Os limites do que o SNS virá a proporcionar vão ter como critério o preço, melhor dizendo, quanto mais caro for o tratamento necessário ao doente, menos o SNS o tratará.
– Se o dinheiro não chegar, prevê-se a criação de uma nova figura “de estilo”: as “contribuições compulsórias”.
– Vai haver mais horas de trabalho, menos férias, e os subsídios vão ser objecto de cortes.
Tudo isto, num só dia, na imprensa.
Viva o socialismo!
António Borges de Carvalho

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