IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INSIGNIFICÂNCIAS

 

Dona Fernanda Câncio, muito conhecida na sua qualidade de ex amante (?) do senhor Pinto de Sousa, grande defensora de tudo o que é “progressista”, seja lá o que for o progresso na sua privilegiada cabecita, prosélita militante da omnipotência do Estado e da estandardização das pessoas segundo os seus critérios, vem à liça condenar veementemente os pagamentos de serviços de educação feitos pelo Estado às escolas privadas, coisa que o governo que temos quer anular ou encolher.

 

À primeira vista, a mulher até tem razão. Pois se os papás resolvem pôr os filhinhos na privada, que se arranjem, que paguem. O Estado não tem nada com isso.

Aliás, a criatura “não sabia” que, dos impostos que diz pagar, havia uma fatia que ia parar às mãos de tais privados. Revolta-se, cheia de razão, contra estes privilégios de uns tipos que negoceiam com a educação e que, ainda por cima, recebem dinheirinho do nosso.

 

Na senda do “pensamento” de impolutos democratas como os camaradas Jerónimo e Louça, pelos vistos seguidos também pelo nosso espantoso governo, cância protesta contra a “desigualdade”, melhor dizendo, contra esta falha grave na estupidificação generalizada das gerações actuais e seguintes, que o Estado tão generosa e tão “igualitariamente” proporciona.

 

Na sua extremada defesa do poderio estatal, a cância não dá por alguns detalhes:

a)   O ensino público não é gratuito para ninguém, é pago com os nossos impostos, não cai do céu nem sobe do inferno;

b)   Segundo a OCDE, o ensino público custa aos nossos impostos €5.200/aluno/ano;

c)   A mesma fonte descobriu que o ensino privado contratualizado, não subsidiado mas contratualizado, custa €4.200;

d)   O ensino privado não contratualizado custa zero.

 

Se a cância tivesse alguma sombra de escrúpulo, ou fosse menos jacobina, talvez percebesse que, se há “despesismo”, é nas escolas do Estado, não nas privadas.

Se tivesse alguma consideração pelos seus concidadãos, aplaudiria os serviços dos privados, que introduzem alguma pluralidade no ensino, “fugindo” à estatal “rebanhização” da sociedade, a qual, mau grado algumas tímidas excepções, é filosofia oficial da república e o pauperismo do futuro.

Se a cância tivesse alguma, vaga que fosse, noção de como é preciosa a diversidade social, proporia que todas as escolas, do Estado, das autarquias, das religiões, das empresas, das cooperativas, fossem contratualizadas, sendo cada uma responsável pela sua gestão, os seus métodos e os seus resultados.

Se a cância pensasse duas vezes, se calhar perceberia que a função do Estado, nesta área, deveria ser a de avaliar e fiscalizar a aplicação dos contratos que estabelecesse com as escolas. O mercado encarregar-se-ia da avaliação não administrativa.

 

Mas a cância, como os seus inspiradores ideológicos, não tem consideração por nada nem por ninguém, não sabe o que é a diversidade, não pensa duas vezes.

Se é que pensa uma, pensa que o que é preciso é aplicar a cartilha do estatismo a torto e a direito, que é o que a ideologia manda e a luta contra a Liberdade determina.

 

27.11.10

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “INSIGNIFICÂNCIAS”

  1. Estamos perante mais uma bela peça de alcovitagem da mais réles.O assunto poderia ser os contratos do estado com o ensino particular e a sua suposta alteração,mas não, é preciso ser mexeriqueiro q.b.!Calhandreiro foi uma actividade que caiu em desuso, pela forma como certa gente trata da vida privada de outros,a calhandrice afinal está prenhe.Acho que teria um risonho futuro a escrever sobre quem é amante de quem e outras merdices, em revistas da especialidade e que fazem as delicias de certo mulherio. Há por aí uns neo-liberaloides,que endeusam tudo o que é privado,em contraponto com a alegoria de menos estado,mas estão sempre de mão estendida para sacarem os subsidios do mesmo estado.Podemos ter sobre o assunto em apreço diferentes opiniões,e todos são livres de manifestarem os seus pontos de vista,seriamente,deboche não faz falta.E ainda há um professor que reporta este blog no jornal da escola!?!?!

    1. Eu, se fosse o tal Professor, “punha as barbas de molho”.Por menos, o Professor Fernando Charrua levou, a mando do dono, com Directora da Educação Norte Margarida Moreira em “cima” (leia-se processo disciplinar).Esta é a justiça justa dos tecelões.

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