IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INDECÊNCIA

 

Se quiserem ser inteligentes assobiam para o ar, frase altamente filosófica pronunciada , como sentença final, por esse luminar da política portuguesa que se chama António Capucho. Aquele do mamarracho do Estoril Sol, lembram-se?

Conclua-se, a contrario sensu, que quem não assobiar para o ar é estúpido, pelo menos na subida opinião de tão alta figura.

O que quer ele dizer com isso? Que os tipos lá do partido, se quiserem correr com ele, são estúpidos. Ora, citando dos jornais, o estatuto do PSD reza que “cessa a inscrição no partido dos militantes que se apresentem em qualquer acto eleitoral, nacional, regional ou local na qualidade de candidatos, mandatários ou apoiantes de candidatura adversária da candidatura apresentada pelo PPD/PSD”.

Ou seja, para correr com o Capucho não é preciso coisa nenhuma. Concorreu contra, “cessa a inscrição”. Não é preciso processo, nem testemunhas, nem expulsões, nada. Só factos. Flagrante delito.

O mesmo intelectual dos mamarrachos afirma que “devem ser cumpridos os estatutos”. Não se sabe se quem cumprir os estatutos é estúpido, ou que os estatutos, aprovados pelo Capucho, são estúpidos, mas outra conclusão não é possível tirar dos bem expressos pressupostos filosóficos do senhor.

O candidato a Sintra não foi bem escolhido? É verdade. Mas, para fazer um juízo propriamente dito, seria preciso saber o que aconteceria se o eleitorado do partido não tivesse sido dividido por um invejoso, com o extremoso apoio e a companhia do… Capucho. Isto é, perante aquilo que diz ser um erro, uma má escolha, Capucho, em vez de engolir e ajudar o partido ou manter-se em “suspensão de militância”, resolveu dar cabo dele em favor dessoutra alta figura do viracasaquismo nacional, que se chama Basílio da Franca.

A escolha terá sido um erro. A divisão foi uma indecência.


O nosso homem desculpa-se dizendo que “suspendeu a militância há dois anos” – quando foi corrido do Conselho de Estado, lembram-se? Mas não acrescenta, como mandaria a verdade e a decência, que suspender a militância é uma coisa, contribuir activamente para a derrota dos seus é outra.


“Eles” que se calem ou “assobiem para o ar”, sob pena de estupidez.

Admirável!

 

3.10.13

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “INDECÊNCIA”

  1. Lembro-me bem do Sr. Capucho. E não é só pelo mamarracho do Estoril. Por exemplo, lembro-me das suas QUATRO décadas a mamar no contribuinte. É daqueles que correu tudo: foi deputedo 20 e tal anos, sec. Estado, ministro, euromamão, autarca, conselheiro de Estado, e “agraciado” com todos os títulos e medalhinhas que o PSD e este regime têm para dar. E lembro-me do tacho de «confiança política» que arranjou ao filhote, na Câmara de Cascais. E dos tachos que arranjou para outros familiares, e até ex-amas(!) da laranjada lá do sítio. E lembro-me do seu ajuste directo – 1.3 milhões – à “Música no Coração”, do genro do nosso Presidente Cavacal (o mesmo que ficou com o Pavilhão Atlântico a preço de amigo). E lembro-me, claro, do vasto tempo de antena de que hoje dispõe em tudo o que é chafarica mediática, para mandar os seus mui respeitáveis bitaites. Curiosamente, só não me lembro dele PRODUZIR A PONTA DE UM CORNO, ou um cêntimo que seja para o PIB, em tantos e tão profícuos anos. Disso não me lembro, nem encontro nada! Curioso, não é? ————————————- Mas não para o Irritado, certamente. Passo a citar: «É Vossa Excelência um autarca exemplar, probo, sério, interessado, experiente, capaz.» IRRITADO – 21 de Abril de 2008 «Se alguém deve a alguém é o Estado e a CM Cascais ao Capucho, e não o contrário.» IRRITADO – 26 de Abril de 2011 ————————————- Pois é, Irritado… quem o leu e quem o lê.

    1. Quanto mais alto se sobe de mais alto se cai.V. tem uns arquivos do caraças! Parabéns.

  2. Quanto ao post: INDECENTE, para mim, é defender esta PODRIDÃO PARTIDÁRIA. É persistir nesta visão tribal da política, dos “nossos” contra os “deles”, das vitórias ou derrotas medidas pelos tachos ganhos ou perdidos. Falar em “bem comum”, em qualquer partido, é como falar em unicórnios: nunca viram tal coisa, nunca pensam em tal coisa, e nem lhes passa pela cabeça que tal coisa possa existir. Desde jotinhas, são formatados para entender apenas meia dúzia de conceitos: servir o partido; subir na hierarquia; ganhar botinhos; derrotar os rivais; garantir tacho; conseguir tacho melhor. O resto – o país, a vida das pessoas, a economia, as dívidas, o dinheiro dos contribuintes, tudo isso é meramente acidental. Diz-se o que for preciso, ganha-se o tacho, depois logo se vê. Daí o brilhante resultado que temos hoje. E a esta bandalheira tachista e hipócrita, o PSD acrescenta a perseguição aos “dissidentes”. No fundo, são como o PCP – que tanto criticam! – bolinha baixa, ou porta da rua. Eis a imensa “cultura democrática” da Laranja Podre.

    1. Avatar de XXI (militante PSD)
      XXI (militante PSD)

      Ámen

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