Parece que o ministério da educação não deu o seu aval à divulgação oficial, nas escolas, de uma campanha “educativa” destinada a combater a “homofobia”. É claro que houve logo uma voz, provinda das alfurjas do poder, que, certamente por sentir a terrível injustiça que o ministério estava a praticar, se apressou em descansar as boas almas, acrescentando que a posição do governo não impedia que cada escola, de per si, aceitasse a propaganda e as “conferências” “educativas” a pronunciar nelas pelos ilustres autores da iniciativa.
É evidente que a campanha imaginada pela rapaziada homo se destina, não a evitar a chamada homofobia, mas a propagandear a homofilia, através da defesa dos “direitos” dos seus aderentes à “igualdade”.
Dois cartazes destinados a “iluminar” a mente das criancinhas através da sua afixação nas escolas. Um mostra-nos três meninas todas rechonchudas em suave e terna posição, encimadas pela frase “uma de nós é lésbica”, outro três doces rapazinhos muito juntinhos, declarando orgulhosamente “um de nós é gay”.
Pura propaganda dos defeitos de uma de delas e de um deles. Sem dizer qual delas e qual deles. Afinal, parece que lhes resta uma pontinha de vergonha! Senão, o quitolas e a jararaca “revelavam-se”. Ou talvez não. Se calhar o que estas representações gráficas querem dizer é que são todas e todos, ou que todas e todos podem, ou devem, ser membros da filarmónica. Deficientes sexuais não discretos, nem olhados com tolerância ou compreensão, mas incensados, credores da admiração das gentes, sujeitos de especiais direitos, exemplos de dignidade e de cidadania, merecedores da mais alta consideração, não pelo que fazem ou produzem, mas pela simples razão de ter um defeito, congénito ou adquirido.
É evidente que o ministério da educação, bem acompanhado pelos partidos comunistas, pelas alas pintodesousista e sousapintista do PS, por meia dúzia de pêpêdês e por um uma data de intelectuais “progressistas”, vai acabar por admitir, caucionar e apoiar a campanha de propaganda homossexual nas escolas. Até porque, tendo o governo subsidiado a coisa, mal se compreenderia que os dinheiros que gastou caíssem em saco roto, sobretudo no clima de austeridade em que vivemos.
17.2.11
António Borges de Carvalho

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