IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


HIPOCRISIA

Estou muito comovido. O notável jornal privado chamado Público, conhecida publicação especializada em dar três no cravo e zero vígula quatro na ferradura (escolha o leitor o que é o cravo e o que será a ferradura – eu sei mas não digo) resolveu, com certeza a propósito do Natal, oferecer hoje ao ignaro público – o propriamente dito – uma primeira página página digna dos maiores louvores.

Mas não é só o tal público quem merece a prestimosa oferta do Público

Contemplada com um presente de estalo, uma das mais desagradáveis personalidades da vida pública cá do sítio aparece no dito Público devidamente fotografada a várias colunas da primeira página. Merecimento não lhe falta, dir-se-á no Largo do Rato, sede da organização que estará por trás da iniciativa (honni soit qui mal y pense!).

Da dita figura pública é parangonada a frase chave de uma entrevista que deve ser interessantíssima. Assim: “Olhar hoje o PSD é até confrangedor”.

(Declaração de desinteresse: não li, nem vou ler, mais nada do que a personalidade em causa disse ao jornal, já que é quase tão difícil não a ver e ouvir todos os dias como evitar os programas do futebol. Mesmo sem querer, já sei o que ela diz de trás para a frente, da frente para trás e ao atravessado.)

De olho arrevesado na fotografia, a criatura dá largas á sua generosidade, simpatia, categria mental, e caridade socialista. Calcule-se como sofre o seu terno coração, tão confrangido está com a situação do PSD. Sim, meus senhores, lá no Rato, só de pensar que o PSD está mal, chora-se pelos corredores, ouve-se gritos de dor, de compaixão, de tristeza, de profundo desgosto. O Senhor Rio, em que a ratónica tribo tem tanta e tão merecida confiança, que tão útil tem sido à agremiação e às suas causas, está em tão má situação que bem merece uma manifestação clara de tão confrangida simpatia.

Aqui fica, preto no branco, a solidariedade do IRRITADO.

 

22.12.18



10 respostas a “HIPOCRISIA”

  1. Confrangedor, minha senhora (?) era vê-la à porta do Estabelecimento Prisional de Lisboa com saquinhos de plástico na mão na “bicha” para ver o seu companheiro Paulo Cardoso.

  2. Pois é, Irritado, cá estamos. Já tinha saudades. Veja-se este post. É sobre uma «figura pública» que não nomeia. Fui ver a tal capa: Ana Catarina Mendes. Fiquei na mesma. Fui pesquisar. Advogada, perto da minha idade. Deputada do PS. Número dois do Costa. Potencial líder do PS. Li a entrevista. O costume: de política, zero. Só pulhítica. É como entrevistar um treinador da bola: temos de ganhar, ganhar, ganhar. Porquê, para quê? Para ganhar. A pulhítica existe para si mesma. Ao jantar, deu na TVI o novo(?) programa do José Eduardo Moniz. Fartou-se de malhar no governo. Valha-nos a TVI! Mas o que retive foi a total incapacidade pulhítica de reconhecer uma falha. Neste regime, nenhum partido falha. Nenhum tem apenas parte da razão; todos têm a razão toda. E jamais se enganam. Isto fez-me pensar: numa democracia infantil, tal como numa ditadura, o regime tem de parecer confiante, seguro, infalível. Adultos têm dúvidas, enganam-se, fazem asneiras. Mas só o admitem a outros adultos. Perante crianças mantêm uma fachada de certezas; assim é o establishment perante os cidadãos. E estes fazem de conta que acreditam. Alguns até acreditam mesmo!

    1. Obrigado pelo regresso. P.f. diga-me qual e quando foi o programa do Moniz.

      1. Chama-se “Deus e o Diabo”, dá no jornal das 8 da TVI. Não sei se dá todos os dias; este deu no sábado à noite.

        1. Obrigado. Já vi. Muito bem feitinho.

  3. Boas Festas ao sr Irritado e ao sr Filipe Bastos e um ANO NOVO em grande com muita saúde e boa disposição. Esse Rio é uma desgraça. A dra Paula que já foi da justiça mandou-o regressar à sua ignorância calando-se. Dali não sai nada que preste porque o homem não tem. No entanto não basta ter. É preciso ser rápido senão o super comentador chega primeiro.

    1. Obrigado, Sr. Picaroto – boas festas e bom ano.

  4. … e a criatura albardava de colete rosa ou colete preto?

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