IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


GREVE GERAL


No momento em que o IRRITADO dá largas a esta irritação, reina o caos nos transportes públicos e, por consequência, também nos privados. Os apaniguados do comunismo sindical, os privilegiados das empresas públicas e quejandos, sempre os mesmos, estão a dar cabo da vida aos seus concidadãos, tarefa em que são especialistas diplomados.

Os camaradas Louça e Arménio já se encontraram na rua. Caíram nos braços um do outro em doce contemplação da sua obra. Seja qual for a quantidade de grevistas, nas bocas deles a greve será sempre um formidável sucesso.

Entretanto, uma sondagem com umas cinco mil respostas, dava, há meia hora, o seguinte resultado: adeptos da greve, 19%, inimigos da greve, 75%, pessoas que desistiram de irtrabalhar por falta de transporte, 6%.

É certo que estas coisas não merecem uma confiança total. Mas ainda é mais certo que a esmagadora maioria dos portugueses abomina a coisa.

No entanto, os tais 19% são o que o Louça, o Jerónimo e o Arménio precisam.

Não são, nunca foram, adeptos de maiorias. O que conta são as “vanguardas”, as “vanguadas organizadas” que lideram. Isso de maiorias é coisa para “perpetuar a dominação”. Uma vez criadas as “condições objectivas”, uma vez vencidos  o “imperialismo”, o “capitalismo”, a “democracia burguesa” e outras manobras da “classe dominante”, então o “povo” ganhará em definitivo a luta de classes e o socialismo triunfará. maiorias não são precisas para nada.

Não foi isso que o Arménio proclamou assim que tomou posse da chefia da organização, em nome do Jerónimo? A luta é de tal ordem que ele até tolera a presença do Louça ao mesmo tempo que pensa em cortar-lhe a cabeça logo que se ponha a jeito.

Mais ou menos números, mais ou menos percentagens, mais ou menos adesões, que importa? O triunfo está sempre garantido, porque o que interessa é o que nós dissermos.

As maiorias que se lixem.

 

22.3.12

 

António Borges de Carvalho



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