“A greve será o último recurso”, declararam os procuradores do Ministério Público. Olha a novidade! Pelo menos teoricamente, sempre foi assim, sejam quais forem as razões subjacentes.
Adiante. Os juízes, com mimosas expressões tais que “a ministra não é séria”, estão mais ou menos na mesma douta disposição. Deixaram-se de modas. O caso, embora mais barato que a greve da Auto Europa, é mais grave e mais ofensivo da cidadania.
As mesmas gentes que (com alguma razão) apregoam que não são funcionários públicos mas órgãos de soberania, são iguaizinhos a qualquer apertador de parafusos. Quando se lhes toca nos interesses, nos carcanhóis, na estabilidadezinha, passam a iguais, cidadãos como os outros.
Não são. Se o quiseram ser vão arranjar outro emprego. Segundo o chamdo governo, há para aí empregos com fartura. Também podem ir para advogados, notários, consultores, o que lhes apetecer. Órgãos de soberania com sindicatos e greves é que não.
Um pouco de dignidade não lhes fazia mal nenhum. E dava-lhes algum prestígio público, coisa que anda pelas ruas da amargura.
5.9.17

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