IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FRASES LAPIDARES, SEGUNDO O “EXPRESSO”

 

Presidentes e presididos

Diz o nosso (deles) Presidente que, se fosse presidente do PSD, tal o impediria de ser “presidente de todos os portugueses”, boutade largamente usada pelos seus antecessores, insinuação tendente a meter na cabeça dos incautos e dos ignorantes (que deve ser como consideram a canalha) que há uma ligação institucional ou afectiva entre eles e nós.

Tanto o actual como todos os outros têm por obrigação respeitar e fazer respeitar a Constituição da III República (não confundir com Constitução Portuguesa, coisa que não existe), a Constitução é da República, não do país. Ora tal Constituição da República diz, preto no branco e sem rodriguinhos ou alíneas, que o presidente é Presidente da República e de nada mais. Razão pela qual a história do presidente de todos os portugueses é inconstitucional e devia ser proibida. Que presida à III República, vá. A mim (nós) não preside de certeza.

Já agora, como diz Passos Coelho, “ainda bem que ele não é o presidente do PSD”. Já foi, e os resultados foram o que foram.

 

Acordos e embaraços

Dando corpo à teoria dos consensos e dos acordos patrióticos por aí tão tidos por necessários, veio o chamado primeiro-ministro lamentar-se por haver uma coisa em que está de acordo com o chefe da oposição. Um “embaraço” disse ele. Aqui temos a expressão sincera do patriotismo do fulano, ou seja, das baias, ou varais, da geringonça.

 

Feelings

De volta às presidenciais intervenções, há que notar que já não são só de louvaminhas e ratatés à geringonça; passaram a ser de futurologia. O Presidente tem um feeling – não um dedo que adivinha, não um desejo, só um anglo-saxónico estado de alma – “que as exportações portuguesas em Novembro vão crescer muito”. Não se sabe de que pré-monições ou bolas de cristal se vale sua excelência. Mas, se Outubro serve de exemplo, é de temer que as bruxas que vicejam na santa alma presidencial o tenham enganado.

 

Cosmologia

Esse heróico navegador dos mares do nacional-parlapatismo, o camarada Caramba, perdão Galamba, em súbita inspiração cosmológica, veio afirmar que “não há nada escrito nas estrelas que impeça um governo com ministros do BE e do PCP”. Tem carradas de razão: as estrelas estão-se nas tintas para o caramba e para a geringonça. O que fica é o alto e doce sonho do homem: ele, ministro da propaganda, lado a lado com a Mariana, ministra da correcção, e com a Rita Rat…o, ministra dos cabeleireiros. Uma pena que se tenha esquecido da Heloísa, que daria uma óptima ministra da gritaria. Fica a intenção, sobretudo para os que ainda não perceberam para onde vai o barco.  

 

11.12.16



3 respostas a “FRASES LAPIDARES, SEGUNDO O “EXPRESSO””

  1. Sobre a (sua) velha questão do “presidente de todos os portugueses”: o Irritado não vive na República Portuguesa?Ou existe, desde há cem anos, outro Portugal que não seja uma república?Se vive nesse país desconhecido, que pelo visto é monárquico – ou feudal? – então o que escreve faz todo o sentido. De contrário, a sua diatribe lembra um produtor de charretes a lamentar o automóvel.O pomposo título “de todos os portugueses” é realmente absurdo, mas por duas razões completamente diferentes.Primeiro pelo conceito, que ecoa o do seu caro reizinho: um só fulano decide por um país inteiro. É primitivo, ridículo.Segundo porque é mentira: o cata-vento foi eleito por menos de 25% da população.Mas isto já não lhe mete confusão. A isto já responde “são as regras”. Eis o seu bizarro conservadorismo: questiona uma regra com cem anos; mas as regras desta “democracia representativa”, na prática partidocracia podre, que é sistematicamente ignorada pela maioria da população, são inquestionáveis.

  2. Hoje no Público:«CGD: Passos só despachou relatórios a 15 dias das eleiçõesPareceres da Inspecção-Geral das Finanças que mostravam aumento das imparidades estiveram guardados durante seis meses.[E isto após] Maria Luís Albuquerque aprovar uma injecção de capital no valor de quase 1500 milhões de euros.Apesar de o Governo saber da degradação da situação das imparidades, não ordenou qualquer auditoria ao banco.»Que se lixe as eleições, dizia o Messias de Massamá… né, Irritado?

    1. Né…, o messias é um “Impostor”

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