“Há margem orçamental para travar o despesismo”, afirmou ontem, cheio da habitual jactância, o ministro da saúde do chamado governo.
Leia bem. Percebeu? É claro que não. Gastar menos, segundo a ordem natural das coisas, não precisa de cobertura orçamental. Será que o chamado governo se propõe aumentar a despesa travando o despesismo? Com esta gente tudo é possível…
E mais disse o tal chamado ministro: que vamos ter “compras centralizadas”. Se me não falha a memória, as compras do ministério da saúde foram centralizadas há para aí trinta anos. Podia a criatura dizer que o sistema centralizado não funciona (certamente por culpa da “direita”, como aconteceu com o terramoto de 1755 e, nos nossos dias, com as inundações do Douro), que precisa reformado, que… qualquer coisa. O que não pode é dizer que vai criar uma coisa que já existe.
Enfim, propaganda é propaganda. O Zé aguenta.
23.4.16

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