IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A REPÚBLICA DOS TANSOS

Como é do conhecimento universal, todos os números do “painel” socialista que elaborou o “estudo macroeconómico” que serviu de base à campanha do PS estão há muito no caixote do lixo.

Ao programa eleitoral subsequente aconteceu o mesmo.

O programa do chamado governo que se lhe seguiu teve semelhante sina.

O consequente orçamento causou enorme galhofa, cá e em Bruxelas. Para variar, foi reciclado.

Hoje, estamos perante o novo PEC, ou coisa que o valha. De se lhe tirar o chapéu.

Ouvindo o inacreditável Centeno e o banhadacobra Costa, bem com as habituais e elogiosas manifestações de aprovatória afectividade vindas de Belém, parece que voltámos aos ominosos tempos do Pinto de Sousa. Parece? Não. Voltámos mesmo 5 anos atrás.

Os trombones ribombam como ele ribombava ao anunciar o memorando da troica. Dizem tudo menos do que vai suceder. Só rosas. Nem mais impostos, directos ou indirectos, nem mais austeridade, nem medidas extraordinárias, nada, só mais dinheiro para todos, tudo azul. A economia não cresce ou, na melhor das hipóteses – a deles – cresce menos trinta por cento do que há dois meses anunciavam. Estranhamente, o défice – que só desceria, diziam, se a economia crescesse – desce na mesma. É a lógica da batata, não tem ponta por onde se lhe pegue. O crescimento, que era indispensável para a redução da dívida, já não é indispensável, tendo os autores da trapalhada concluído que a dívida, mesmo sem crescimento, desce na mesma. Os 600 milhões que o governo anterior dizia ser preciso encontrar e que levaram à crucificação pública de Maria Luís e de Passos Coelho, passaram a 1.000 para já, mais 1.400 daqui a um ano. E muito mais, que a trafulhice está a dar.

Para já, não se preocupem. O grande buraco já desponta, mas ainda não se sabe quanto tempo levará até cairmos nele.

Entretanto, dizem abalizados analistas, estamos a entrar numa nova República, não a das bananas, mas a dos tansos, dos néscios, dos tontos, dos patetas e dos simplórios.

O que vale é que é tudo muito afectuoso.

 

22.4.16



4 respostas a “A REPÚBLICA DOS TANSOS”

  1. Que isto não dará bom resultado todos sabem. Mas vê alguém, fora do PSD, muito indignado com a tal geringonça? Vê protestos, manifestações, clamor nas ruas a lamentar o destino do seu Passos? A desejar que ele volte?Eu cá vejo o oposto, o que lhe disse muito antes das eleições: um ligeiro alívio geral. Porque muita gente sente que enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Com o seu Passos só havia paulada. Para encher mamões. Com o Bosta é parecido, até pior porque a máfia xuxa é ainda mais trafulha e ruinosa, mas há esse ligeiro alívio. Até ver.

  2. Expresso da Meia Noite. Tema: relações Portugal / Angola.Convidados: Rafael Marques, jornalista angolano. Jorge Armindo, Presidente do Conselho Administração Amorim Turismo. Vitor Ramalho, Sec. Geral da UCCLA – União Cidades Capitais de Língua. Carlos Bayan Ferreira, ex-Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola. Os três últimos são pulhas e palhaços. O último, Carlos Bayan Ferreira, bate tudo: um puro lambe-cus de corruptos. Há larvas, daquelas que vivem em excrementos, menos desprezíveis que o Bayan Ferreira. E mais limpas.Quilómetros acima desta trampa, Rafael Marques. Um exemplo. Só tem um defeito: é demasiado macio. A meio da coisa, depois de ouvir os lambe-cus só podia confrontá-los. Ó… fulano, por quanto se vendeu? E vergonha nesse focinho? Não há? Faz falta alguém com tomates, como este Marques, mais duro. Alguém que confronte estes pulhas vendidos. Alguém que lhes encoste o dedo ao nariz. Que os exponha como o saco de trampa que são. Como ele é macio a coisa acabou assim, também macia. Disse umas leves verdades, tudo fica como antes.Uma nota para a Sic, Expresso e restantes lava-mamões: só agora, com Angola em baixo, é que aparece o Marques e todas as “investigações” à – choque! – “alegada” corrupção angolana. De contrário nem piavam. Continuavam os pseudo-debates do costume, com os pulhas do costume.No final arrependo-me sempre de ver estas coisas. Faz-me fisicamente mal. Enjoa-me ver tanto FDP impune.

    1. Não vi. Passei por lá. Ao ver o Ramalho, talvez o mais insuportável de todos os portugueses, desliguei. Tirando o Marques, tipo corajoso, cheio de razão, mas muito do estilo FB, os outros nem sei quem são. Ver aquilo para quê? Pus-me a ler um policial.

      1. A culpa é do “mordomo”.

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