IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FIM DAS ROSAS, NÃO DAS ROSEIRAS

 

Aí temos o novo PS.

 

Um salão a abarrotar de gente. Parte dela, segundo ficou claro, não aplaudia o chefe a não ser a contra gosto e de vez em quando. O Pinto de Sousa ainda andava por lá a fazer estragos por procuração.

A malta desconfia de falinhas mansas. Gostava das tiradas, malucas mas cheias da entusiasmante demagogia, do ex chefe. O actual junta o inútil ao desagradável: nada diz de novo ou de substantivo, nem o que diz tem alma para pôr as massas em delírio.

 

Para dar um sinal de conveniente esquerdismo, as rosas foram substituídas por mãozinhas fechadas – aquele boneco obsoleto e de mau gosto inventado nos tempos do PREC.

Sob o slogan “primeiro as pessoas”, ou coisa que o valha, o novo homem fez questão de informar que não sabe que há vida para além do Estado. O Estado social é para manter, tal como está, isto é, falido, inviável e a caminho da extinção. O SNS é para manter, tal como está, isto é, falido, inviável e a caminho da extinção. A protecção social é exclusivo do Estado, só por mera excepção podendo ser levada a efeito por particulares. A educação é coisa estatal, ou deixará de existir. Nada de “assistencialismos”, que é o que faz esta gente que está no poder.

E assim, por aí fora. Ao mesmo tempo que diz que as pessoas é que interessam, defende que o que interessa é o Estado, mesmo que continue a arruinar as pessoas.

 

O camarada Alegre ficou contentíssimo. Não só ouviu sinais e reflexos do seu “pensamento” como colocou a sua adjunta Maria de Belém (nova versão da nossa senhora da laca) ao mais alto nível, na presidência, com pouco poder e muita influência.

A mesnada socratopífia mostrou as suas garras. Mesmo com um congresso organizado com todos os “cuidados”, aumentou em 7% a sua margem de manobra. Acrescentado um grupo parlamentar da cor, deixou claro que a vida do Seguro está pouco segura.

 

Há coisas em que o novo chefe segue o anterior. Quer eurobonds para financiar “investimentos estruturantes”. Leia-se: quer o dinheirinho dos alemães para o chamado TGV, o aeroporto e, quem sabe, a décima quinta auto-estrada Lisboa-Porto. As empresas do regime devem estar contentíssimas.

 

Vinte e cinco anos depois de entrar na “Europa”, o novo chefe descobriu que o caminho é o da federação. Uma novidade que até para o Dr. Mário Soares é mais velha que a mulher da fava-rica. O IRRITADO concorda. O problema é que é tarde. Inês é morta. Não é agora que se defende a federação. Não é quando a casa arde que se vem dizer ao vizinho que pague o combate ao incêndio. Primeiro é preciso apagar o fogo, depois logo se vê. Senão, fica-se a falar sozinho.

À falta de tema mais seguro, Seguro agarrou-se à “Europa”. Coisa fixe, até porque o PSD se esqueceu dela no programa de governo e, bem ou mal, adoptou os pezinhos de lã como filosofia comportamental, a fim de não espantar a caça, isto é, os euros.

 

E lá vem o enriquecimento ilícito outra vez. Sinal de viragem à esquerda, ou coisa que o valha. O homem propõe-se resolver o importante problema da quadratura do círculo, quer dizer a forma de “sancionar acréscimos patrimoniais injustificados” respeitando as “garantias constitucionais”. Se for capaz, merece um doce.

Outra medida que o IRRITADO aplaudiria seria o proposto fim da subsidiação das renováveis, cancro criado pelo PS e já envolto em tantos compromissos que ninguém sabe, muito menos o Seguro, como dar-lhe a volta. Mais um doce, se for capaz.

Depois, tivemos algumas ideias, nem originais nem novas. Protecções várias ao sector exportador, combate à corrupção, fim às confusões entre o político e o judicial. Como? Desta vez, levaria um pacote de pastéis de Belém.

Só lhe faltou dizer que o Pinto de Sousa, criador do cancro das renováveis, fabricante, para se safar, das maiores confusões entre o político e o judicial, dono de inúmeros rabos-de-palha, é (ou era) uma besta. Mas ficou nas entrelinhas, perante os pelotões socratopífios, que espumavam de raiva.

 

Alegrem-se os nossos corações. O pessoal do partido vai ser obrigado a assinar um “código de ética”. Estão a ver o filme? A malta assina o código. Fica livre de chatices por assinar o código. E tudo fica na mesma. O PS igual a si próprio, que é coisa que jamais deixará de ser. Cheio de “acréscimos patrimoniais”, envolvido em estranhos “fumos” e… como diria Mário Soares, para a frente é o caminho, o caminho faz-se caminhando!  

          

12.9.11

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “FIM DAS ROSAS, NÃO DAS ROSEIRAS”

  1. Quem ler pela primeira vez este blog,irá pensar que o autor é pessoa que nunca jamais dependeu dos metais do estado.Sabemos que não.Poderia no mesmo saco meter o ataque ás rtenováveis e a defesa da energia nuclear,assim ficaria mais claro as suas opções.A miopia politica,a falta de ideias e o oportunismo manhoso, leva a que o PPD sobre a politica europeia nada diga.Veremos até onde nos conduzirá esta politica neoliberaloide.E depois a cambalhota que o PPD irá dar,como é a sua matriz!!!

    1. O seu comentário, que agradeço, provoca alguma perplexidade.Antes de mais, já que sabe tanto, agradeço informe em que dependo eu do Estado.Em relação ao nuclear, ainda que nada tenha a ver com o post, tem toda a razão: como qualquer pessoa de bom senso e sem complexos idiotas, sou a favor do nuclear.No que respeita ao PPD, devo informar que jamais fui militante desse partido.Não peço, mas tenho enorme curiosidade de saber o que entende por política liberóide, já que, de política liberal deve saber pouco.De cambalhotas percebo pouco. Deixo a futurologia por sua conta.

  2. Eu sei que me repito, mas estou mais uma vez de acordo consigo.Ah, e com a resposta que deu ao “Daniel”, é evidente!Parabéns pela sua prespicácia.

  3. Há os palermas, os meios palermas e os apalermados. Quanto a este senhor Daniel, deve pertencer aos grupos dos palermas e apalermados. Dos palermas porque ainda acredita que as energias renováveis são a solução, dos apalermados porque perdeu o seu ídolo ( o homem que falava sempre a verdade)

    1. Muito haveria a dizer sobre palermas e palermices.Assim como muito haveria a dizer sobre mentirosos.Depois temos os ignorantes atrevidos que se julgam sabedores de tudo,até de energias renováveis.Esta praga é mais dificil de tratar,regra geral sofrem de crenças crónicas!!!

      1. Bom, sabe senhor Daniel também há aqueles que hoje em dia tiram ou acabam os estudos através das novas opurtunidades e que depois se sentem intelegentes e senhores da sua palavra ( que no meu modesto conhecimento estas novas opurtunidades não passam de um falso resultado de Habilitações Literárias) e há também aqueles que devendem as energias renováveis( eólicas) por um único motivo, o de receber alguns metais pelo aluguer do terreno á empressa detentora da exploração desse parque eólico, esquecendo-se porém que quem paga na realidade esse vil metal é o estado português ou seja, nós todos.

        1. Nada tenho aver com as novas opurtunidades,só entendo de oportunidades!!!

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