O camarada Teixeira dos Santos, lembram-se?, zangou-se com o camarada Pinto de Sousa, actual especialista em moral kantiana, quando afirmou que, quando os juros passassem dos sete por cento, ficaríamos na lona. Mais tarde, meteu-lhe no bestunto que outra solução não restava que não fosse cair nos acolhedores braços da troica. Com isto, levou ao rubro a fúria do kantiano.
Comeram os dois a receita da troica, e foram à vida. O filósofo tinha razão. Se não se metessem com a troica, não havia juros. Também não havia salários, nem Estado “social” nem coisa nenhuma, mas, que interessava, segundo o Sócrates de Vilar de Maçada (não confundir com o grego), se as dívidas não são para pagar, os juros ainda menos. A vilardemaçadosofia no seu melhor.
Agora, nas sábias palavras de Rui Machete, a coisa vai ser pior. Diz ele que, se os juros passarem os quatro e meio por cento, estamos outra feitos. Se calhar porque não temos à disposição a extraordinária sabedoria do T.Santos e do P.Sousa. Será isto o que está no espírito do fantástico MNE, que sempre teve um fraquinho pelo PS? Não se conhece a resposta à pergunta. O que se sabe é que o dr. Machete perdeu mais uma radiosa oportunidade de estar calado. Como é que o PM come disto?
11.11.13
António Borges de Carvalho

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