IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FICÇÃO

 

  1. Pela primeira ves na história da democracia portuguesa, pelo terceiro ano consecutivo, os pensionistas vão ter direito a uma actualização das pensões acima da taxa de inflação.

        António Costa, primeiro-ministro

  1. Segundo o que foi anunciado pelo governo, as pensões até aos €877,6 serão aumentadas 0,7%. Daqui até €2632,4 terão 0,2%. A partir daqui, 0%.

Não se sabe qual o pensamento de sua excelência sobre o que seja inflação. O que se sabe, para já, é que se a sua pensão for de €877,7, será aumentada em €1,7, o que lhe permitirá beber quase três bicas. Por mês! Fantástico, não é? Mande ao senhor primeiro-ministro um email de agradecimento jurando fidelidade eterna. Se você for multimilionário, isto é, se pagou para ter uma pensão de €2632,4, terá um aumento de zero, diga-se que com toda a justiça socialista.

Daqui se conclui que, no esclarecido pensamento do primeiro-ministro, “os pensionistas” não são os pensionistas mas só alguns. Mais se conclui que a inflação é um número abstrato, que só o tal senhor conhece. E, de um modo geral, verifica-se o que já há muito se conhece: a “palavra” do homem não passa de uma perigosa ficção.  

 

1.12.19



6 respostas a “FICÇÃO”

  1. O fulano sabe que pode dizer o que quiser que só convence quem quer ser ou já está convencido. E chega-lhe isso para ser governo.É preciso não esquecer que só 15% dos eleitores votaram nele. São os fanáticos do ps para quem partido e o club de futebol são agremiações idênticas.E é preciso também ter presente que os politiqueiros que se sentam na AR, todos juntos, não conseguiram mais de 40% dos votos dos eleitores. Em 2015, tinham sido 45%.Em minha opinião, este é o principal problema político do país. E não é por acaso que ninguém fala dele apesar de, logo no art.2 da Constituição, se determine que o Estado Português visa o desenvolvimento da democracia participativa. Até parece piada, nao é?

  2. Isabel, bateu no ponto: só uns 18% votaram no PS. E antes só 20% votaram na PAF. E antes só 22% votaram no Trafulha. Eleição após eleição, num país de 10 milhões de pessoas, o governo é eleito por +- 2 milhões de votos. Quer isto dizer que 80% das pessoas não querem estes governos. Não querem o PS, não querem o PSD, não querem a PAF, não querem a Gerimbosta. De contrário, teriam votado neles. E todos os partidos e pulhíticos, todos juntos, já só conseguem metade dos votos… ou menos. Se isto não é uma farsa, o que é? A Constituição fala realmente em “democracia participativa”. Mas mais ninguém fala disso. Nem sequer os comunas, sempre prontos a recordar o ‘socialismo’ por cumprir, também prometido na sacrossanta Constituição. Porque será, não é? E porque será que os fiéis do outro lado, como o Irritado, nisto são iguaizinhos aos comunas?

    1. Se eu achasse que o Irritado era igual aos comunas, não estaria aqui a escrever, nem sequer a ler os seus posts. N’a maior parte dos casos, concordo com os comentários « Irritados ». Se alguém com poder de decisão os lesse e tivesse vergonha, as coisas poderiam ir mudando a pouco e pouco.A única critica que eu posso fazer a todos nós é a de que falamos muito quando o país precisa de quem actue. No meu caso, já estou fora de prazo. O que não me impede de achar estranho que os 60% que não votaram nos partidos do regime não se manifestem como acontece em outros países da Europa.

      1. Nisto o Irritado é igual aos comunas: rejeita a democracia participativa. Rejeita que os cidadãos tomem parte nas decisões. Rejeita que os contribuintes escolham para onde vai o seu dinheiro. Não quer dizer que seja igual aos comunas no resto. Lenine tinha nariz: nisso era igual a si e a mim. Os 60% não se manifestam… pois não. Somos um país de carneiros. Mansos.

        1. Os carneiros vão para onde os cães os mandam e, por sua vez, estes obedecem aos donos. A minha convicção é a de que, com os media que temos que obedecem aos donos que temos, não há carneiro que saia do rebanho.Ou se mudam os cães ou se mudam os donos. Ou, se acreditarmos nos apelidados de complotistas que denunciam o « grand remplacement » em preparação, podemos esperar que se concretize a hipótese de Brecht de dissolver ou mudar de povo.O futuro está complicado!

  3. Avatar de Eduardo Menezes
    Eduardo Menezes

    No dia em que o senhor primeiro disser uma verdade…. foguetes vão estralejar!!!O 44 aldrabava … o número 2 abusa

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