O senhor Rio, como todos os moralistas de pastelaria e intolerantes de café, não hesita na sua obra de destruição do PSD.
Longe dele lutar contra outro adversário que não seja interno. Longe dele defender ou sequer assumir institucionalmente a obra do seu antecessor. Longe dele apresentar alternativas ao poder dos socratistas não arrependidos que estão – ficaram – no poleiro. Longe dele aceitar o facto de ter candidatos à sua substituição que mostram ser alternativas à sua obra. O seu objectivo primeiro é, desde aprimeira hora, “limpar” o partido de tudo o que não seja seu fiel seguidor/servidor, pôr na rua quem “cheire” a Passos Coelho, caluniar, se preciso for, quem se lhe opõe. A sua obra está à vista: pôs o PSD a pão e laranjas, e prepara-se para arruinar qualquer alternativa ao status quo socialista.
Não sou da maçonaria, nem tenho qualquer simpatia por tal coisa, que considero ridícula, contraproducente e longe de bemfazeja.
Mas.. perguntam as pessoas por que carga de água surge agora a luta do Rio contra tal organização. Propostas de paz dentro do partido, zero. Ideias novas e mobilizadoras, zero. Tendo posto a circular que um dos seus adversários (ou os dois, não se sabe) nas eleições que aí vêm é , ou são, membros da coisa, ataca a tal coisa sem, cobardemente, o – ou os – citar.
Na destruição do PSD, Rio consegue tão mau, ou pior que o tenebroso Pacheco Pereira e outros de tal igualha. A sua funesta obra vem de há muito, pelo menos desde 2011. E continua, sem hesitações nem escrúpulos.
Vale tudo.
3.12.19

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