O ilustre presidente da chamada TV de “serviço público”, senhor Fontes, ou Pontes, parangona-se no jornal: “há gente na RTP que não faz puto”, como se tal coisa não fosse do conhecimento geral.
Na RTP? Por todo o lado, diz o IRRITADO. É, aliás o que significa, por exemplo, a “lei” da limitação dos cães domésticos e um sem número de outras iniciativas igualmente parvas.
Quem não faz puto arranja truques para mostrar serviço. Quem complica a vida às pessoas – milhares e milhares de gente ansiosa por fazer o que não precisa ser feito – está a justificar não ter que “fazer puto” e ganhar o ordenadinho na mesma. E os professores que não têm alunos mas acham que são utilíssimos? E os tipos das entidades, das autoridades e quejandos, que não servem para nada? E os que inventam “normas” para dar que fazer a parasitas que enfernizam a vida de cada um?
Se todos os inúteis, redundantes, extra-numerários, penduras, falsos trabalhadores, da função pública ou dela dependentes, fossem despedidos (já imaginaram?) o desemprego subia em flecha, não é? Mas não podem ser despedidos, diz o Tribunal Constitucional, do alto da sua preponderância política, a que há quem chame “independência”.
É a pescadinha de rabo na boca: corre-se com eles, aumenta o desemprego; não se corre, a despesa é insustentável. Que fazer?, diria o camarada Ulianov. O camarada Ulianov tinha um remédio santo: mandava matar os que fosse preciso. Nós não o fazemos porque somos civilizados, prezamos os direitos humanos, e não somos comunistas.
Mas, como diz o Pontes, que tal começar pela RTP? Viva o Pontes!
1.2.14
António Borges de Carvalho

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