IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ESQUECIMENTOS

 

É verdadeiramente indigno, injusto, irracional e doentio que o senhor Mário Soares não desista de dizer inverdades e asneiras.

Deram-me – não compro – a revista “Visão”, publicação pouco interessante que o senhor Balsemão tem nas bancas.

Então não é que o senhor Soares, cronicando, se vem gabar que foi ele quem começou as privatizações em Portugal?

Esquece-se de se gabar também que foi ele quem as atrasou, entre 1982 e 1989. Só ele, mais ninguém que para tal tivesse poder. Gaba-se de ter feito o que acusa os outros de estar a fazer. Com ele, as privatizações (depois de 89…) eram legítimas e fundamentais. Feitas pelos outros, são condenáveis.

Acha que a venda, pelo Estado, de acções de uma empresa privada, é uma privatização.

Esquece-se do que terá aprendido em rapazinho.

Confessa-se defensor da economia de mercado. Mas acrescenta que nem por isso.

Acha que o Estado deve manter fortes posições de proprietário, o que, para ele, é a posição ideológica de um verdadeiro social-democrata.

Esquece-se do seu pai político, o malogrado Olof Palme que, sendo um social-democrata de referência, abominava as incursões estatais na economia, coisa que reduziu a menos de 5%. Esquece-se de Helmut Schmidt e de tantos outros, que fizeram triunfar a social-democracia sem precisar de fazer do Estado patrão dos cidadãos.

Parte do princípio que o dinheiro a receber pelo Estado a partir das privatizações vai ser mal gasto.

Esquece-se de se ver ao espelho, e ao seu partido, em matéria de dinheiro mal gasto.

Acha que o “povo” tem que ser “ouvido” nestas específicas matérias.

Esquece-se da sua tão propagandeada como, pelos vistos, mitigada fé na democracia representativa e na legitimidade do poder.

Esquece-se que não perguntou nada a ninguém quando impediu que se fizessem privatizações, como se esquece que nada perguntou fosse a quem fosse quando as fez. Talvez ache, mais uma vez que, sendo dele, o poder de privatizar é legítimo, sendo de outrem, não o é. Com ele, não era preciso “ouvir a vontade popular”, seja lá isso o que for. Com os outros, eleições não bastam, não conferem poder nem legitimidade, têm que perguntar às “massas”, que disso muito sabem, desde que lhe dêem a resposta “certa”.

Em suma, quando a cegueira política lho exige, esquece-se do que lhe der jeito esquecer e inventa o que estiver a dar, sem cuidar de mentiras, invenções ou meias verdades.

 

O IRRITADO não entrará na argumentação de alguns caridosos amigos e inimigos do senhor Soares. Uns e outros dizem que, coitado, o senhor está velho, já não sabe o que diz, falha-lhe a memória…

Tudo mentira. O senhor Soares nada tem de coitado, sabe o que diz, memória não lhe falta. Aldraba e tergiversa segundo as suas conveniências.

Nada tem de patético, nada diz que mereça o benefício da dúvida.

 

Não tem perdão.

 

30.12.11

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “ESQUECIMENTOS”

  1. Temos em pleno palco da politica a marioneta Coelho,o maior aldrabão de que há memória.Trafulha de primeira água,foi ao tacho enganando os incautos que nele votaram.Mas o que preocupa a malta neste momemento é o bochechas.Haja deus!!!

    1. “…dizer inverdades e asneiras.”Caro tecelao, apesar de agora concordar com o seu comentário, tal não lhe confere a qualidade da equidade e da justiça.Na verdade, Justiça é estar acima das partes.Ora, o Irritado e o tecelao são as faces da mesma meda: defensores acérrimos das “virtudes” dos seus.

      1. correcção: da mesma moeda

    1. Correcção:AINDA HÁ DISTO!!!

  2. Ainad há e cada vez mais!!!PASSOS COELHO, «O MENTIROSO»Passos Coelho e os seus apaniguados chegaram ao «pote» através damentira e do labéu. «Esta gente honesta e cumpridora da palavra dada» — como gostavam de intitular-se durante a infâme campanha contra Sócrates, e depois, durante o período eleitoral para as legislativas de 5 de Junho — batem todos os recordes do incumprimento da «palavra dada» e do maior número de mentiras até hoje conseguido por qualquer governante. Faltaram à «palavra dada» ao aumentar os impostos, ao cortar subsídios de Natal, ao subir o IVA de 13 para 23%, ao aumentar os transportes duas vezes num só ano, ao cortar a torto e a direito na Educação, na Cultura, na Saúde e nas Pensões. O Jumento, que é esperto e não come palha sintética, vai escoiceando as mentiras cometidas por Passos Coelho, e o seu Mentirólogo já regista 36 grandes e sórdidas mentiras… Este primeiro-ministro, chegou ao «pote» através da mentira, e continua a cultivar o uso da mesma, até à exaustão. Tão depressa nos informa que existe um «desvio colossal» nas contas públicas, como amanhã nos vem dizer que existe um «excedente colossal» de 2.000 milhões nas contas do Estado… Logo após a chegada ao «pote», veio dizer que a Troika obrigava o Governo a cortar 50% do subsídio de Natal, mas a Troika já veio informar que essa medida de austeridade não tinha sido imposta pelo FMI/BCE/EU. Há dias, durante uma diarreia de “quatro entrevistas” concedidas aos canais televisivos, o primeiro-ministro «mentiroso», informava que o défice das contas não ficava nos 5,9%, exigidos pela Troika, mas nos 4,5%… Ontém o ministro Gaspar (estamos no Natal), veio desmentir Passos Coelho: o défice das contas, no final deste ano, ficará pelos 4%… A cada «passo» Passos Coelho tropeça numa mentira. Ele é, efectivamente, o rei das mil e uma mentiras. «Mentiu» aos professores (e ao Mário Nogueira da Fenprof), mentiu aos militares, aos juizes e magistrados, aos enfermeiros, aos funcionários públicos (e ao Picanço do SNQTE), aos polícias (que andaram em campanha eleitoral, em Almada, ao lado do actual ministro do Foreing Office, Paulo Portas), e mentiu a todos aqueles que agora se sentem piores do que estavam no tempo de José Sócrates…. Mas Passos Coelho tem agora um «excedente colossal» de 2.000 milhões, que vai entregar aos nossos banqueiros, pois estão a «necessitar» dele como de pão prá boca… Valham-nos as IPSS que estão a receber «activos» do Estado, e D. Policarpo, que alinha com este empobrecimento do povinho português. Já nem a Igreja se incomoda com as «mentiras» do Governo.

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