ESPÓLIOS
A papelada do bolchevista Saramago, escritor prolixo, chato e inconsequente, foi, com a pompa da ordem, entregue à Biblioteca Nacional, não se sabe se na íntegra se devidamente expurgada das facetas menos nobres do percurso do dito senhor. Aceite-se. Faz parte da correcção literário-política dos tempos que correm.
Mais difícil de aceitar é oração da benemérita viúva do citado camarada. Prenhe de nacionais prebendas, a dona da Casa dos Bicos fez o natural auto-elogioso discurso, ternurentamente escutado pelo chamado primeiro-ministro e pelos funcionários chamados a integrar a celebração.
Ao IRRITADO cabe sublinhar o carinho que a lusa gente merece de tal mulher, corporizado na recusa de usar o respectivo idioma. Passados anos e anos de presença entre nós, a estrangeira em causa, qual jogador de futebol, ainda não “desceu” à aprendizagem da língua, antes atira o castelhano à cara de cada um. E os altos representantes da lusa cultura, patriotas de recente data, repenicam-se em agradecimentos, beijinhos e loas.
Registe-se o ridículo, o patético e o indigno.
13.12.16

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