IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


EM DEFESA DO POVO E DA NAÇÃO

 

Estamos safos! Temos inúmeros salvadores de serviço, todos sempre prontos a defender-nos. Têm a arma de eleição para tudo e mais alguma coisa. Uma arma que é um direito, pois então: chama-se greve.

Ainda ontem, os enfermeiros, que dizem estar fartos de trabalhar, coitados, e que querem trabalhar menos, deixaram os centros de saúde e os hospitais a borbulhar de gente, sem consultas, sem cirurgias, sem injecções, sem médicos de família, sem nada. Cheios de amor à Pátria, ao povo e aos contribuintes, esclareceram que estavam em greve para defender os interesses dos “utentes”.

Com os médicos passa-se o mesmo. Comandados por um sinistro politicão que se diz chefe da respectiva ordem mas não passa de um sindicalista que, em demagogia, aldrabice e populismo barato chega a fazer inveja ao tipo dos bigodes, os clínicos fazem greve para “defender os interesses dos pacientes”.

Os chamados professores, é o que se sabe. Colaboram na qualidade da educação por meio de greves, manifestações, desordens, boicotes, e mais o que manda o especialista que, destituído de qualquer limite ou vergonha, os vem comandando. Tudo para defender os alunos, os pais, a comunidade, etc..

Até os militares fazem mais ou menos as mesmas tropelias, com o evidente e nobre objectivo de preservar a qualidade e a prontidão da defesa nacional.

E os pilotos da TAP? Esses nem se fala. Deixam milhares de voos em terra, centenas de milhar de viajantes a espernear nos aeroportos, põem um bonecão do quarto esquerdo a fazer discursos na televisão para esclarecer as massas: é tudo a favor do povo, dos viajantes, da estabilidade da companhia, e por aí fora.

 

Alguns exemplos das inúmeras gentes que se dedicam a defender a nossa vidinha. Nem se percebe como é que, com tantos e tão eficazes defensores, ainda andamos tão à rasca.

Mas, garante o IRRITADO, a Grei está agradecida a tão nobre gente. Se não fosse ela, quem nos defenderia, hem?

Glória eterna aos nossos salvadores!

 

23.8.14

 

António Borges de Carvalho     



8 respostas a “EM DEFESA DO POVO E DA NAÇÃO”

  1. Enquanto andar o maior embusteiro politico (Passos Coelho) com medidas casuísticas desenhadas de forma oportunista, visando empobrecer as classes médias e humilhar os quadros médios e superiores da Administração Pública, o país só pode mesmo caminhar para o desastre. A reforma do estado, necessária, não se pode confundir nem com tesouradas sucessivas nos rendimentos, violando contratos existentes (intocáveis, porém, se disserem respeito às PPP, aos administradores de empresas públicas, ou aos juízes e diplomatas), nem com aumentos sucessivos de impostos e da base tributável. Ambas as estratégias são oportunistas, cobardes e, sobretudo, apenas adiam os problemas estruturais do país.

    1. Pois.Se houvesse aquilo a que se chama por aí “reforma do Estado”, quantos milhares de pessoas não iam direitinhos para o desemprego?É fácil arranjar “culpados”, bombos de festa, bodes expiatórios. Difícil é pensar um pouco para além da raiva.

      1. Se houvesse “reforma do Estado”, os milhares de pessoas não iam direitinhos para o desemprego seriam gestores públicos, políticos, familiares e assessores, PPP`s e alguns mandriões. Ou é imbecil ao ponto de afirmar que temos Médicos e Enfermeiros em excesso?

        1. Está muito enganado. Quem iria para a rua seria a enorme massas de pessoas que trabalham em estruturas inúteis, redundante e contraproducentes. Bastava mudar uns regulamentos… e pôr a burocracia com dono.

          1. Não estou enganado.

  2. E o Irritado não faz o mesmo? O seu bode expiatório é tudo o que cheire a Estado, e a “socialismo” em particular. Por vezes, como neste post, até terá razão; mas perde-a quando branqueia a mama privada. Critica a chulice e os privilégios de uma minoria, para na prática dá-los a uma minoria ainda menor, e mais privilegiada! Todo o dinheiro que aqui se poupar, recordo-lhe, terá o destino de sempre: a Banca, os “mercados”, os mamões oficiais do regime, incluindo EDPs, PTs, Galps, grandes construtoras e escritórios de advogados, consultores e mamadores da vida. Com a agravante de assim sair da economia, para offshores e afins. Esquece-se disto, ou é mesmo cegueira ideológica?

    1. Não é “…cegueira ideológica”. É imbecilidade ou mama.

    2. tem alguma razão. É que eu vejo diferença entre aquilo por que vale a pena lutar e o que pouco ou nada depende de nós. Se é cegueira, paciência.

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