IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ELES AÍ ESTÃO!

Ainda o governo não tinha caído, já o camarada Arménio cumpria a sua palavra levando um batalhão de estivadores e umas velhotas choramingonas a berrar por mais dinheiro à porta de São Bento. Coitados dos estivadores: toda a gente sabe que são mal pagos, não é? E o Arménio, que já disse que, mesmo com o governo dele no poder, ou à porta, tem instruções do comité central para continuar a chatear meio mundo. Cumpriu a palavra, dele ou do comité central.

Com o PC a apoiar o governo minoritário do PSC, as coisas continuarão, na rua, como sempre foram: banzé, banzé, desprezo por quem ganha pouco, por quem não tem privilégios sindicais, movidas por quem saiu do proletariado para a pequena burguesia lumpen. Como já não há proletários, nem coisa que o valha, os arménios continuarão com outras carnes humanas. O PC é o que é, fará exigências por dentro da miséria governamental que apoia, ao mesmo tempo que as tropas, na rua, farão o costumeiro papel. O bigodes, dito “professor”, coisa que jamais foi, saltará, rua fora, aos berros. Se o PSC admitir mais dez mil “professores”, ele exigirá vinte, com cartazes, bandeiras, slogans e discursos aprendidos nos manuais da “luta”. O PC lavará daí as mãos, porque a “indignação do povo” (o povo do Arménio) não pode ser coarctada.

O Arménio tem uma enorme “vantagem moral” sobre o Costa e o seu recauchutado partido: cumprirá a palavra dada, coisa que o Costa não fará, porque isso de “palavra honrada” é coisa que desconhece, ou conhecerá em versão marciana.

Resta esperar que se engalfinhem outra vez. E que, passados uns meses, perdida toda a credibilidade do país, gastas as economias da dona Maria Luís, antes que volte a troica haja quem vá a votos acabar com isto.

As miúdas do bloco, essas continuarão por aí, cheias de talento e má consciência, a repetir a sua algarviada sem sentido nem lógica outra que não seja a do seu próprio quão folclórico gozo. Não interessam a ninguém, nem ao Arménio.

 

10.11.15



9 respostas a “ELES AÍ ESTÃO!”

  1. Quando eu era um adolescente do Sporting, pensava dos jogos Benfica-Porto: a ter de ganhar algum, mal por mal, que ganhe o Benfica. O Porto era mais corrupto, o Pinto da Costa era mais mete-nojo, e o Benfica sempre era de Lisboa.Mas se fosse possível, preferia que perdessem ambos. Nenhum devia ganhar.Esta saga pulhítica de 2015 traz de volta esse tempo, com uma diferença: cresci e já não ligo a futebóis. O Irritado e outros adultos, embora mais velhos do que eu, é que parecem adolescentes. Uns choram e outros rejubilam com a vitória da “esquerda”, não no jogo das eleições, mas no jogo pífio do Paralamento. Na prática valem quase o mesmo: os governos são eleitos por apenas 15 a 20% da população.Este regime está podre há décadas, mas continuam a discutir detalhes. Quem ganha, quem perde, quem disse isto ou aquilo. Também eu prefiro a “PAF” ao governo xuxo-comuna. É uma vergonha, uma vergonha nojenta e calamitosa, o PS voltar ao poleiro após meros 4 anos. Mas deviam perder todos: PS, PAF, PCP, Berloque. Todos. De contrário, nós é que perdemos todos. Há 40 anos que perdemos. Há 40 anos que a merda é a mesma.

  2. Pois eu vou insistir na minha “teoria da conspiração” e dizer que há agora muita gente a respirar com algum alívio. Ainda não com alívio total pois o novo governo ainda mais minoritário do PS ainda não tomou posse mas… muita gente a respirar já com algum alívio. Gostaria agora que o Presidente da República fizesse um discurso idêntico ao sugerido um dia destes pelo Irritado mas isso pouca diferença fará. Na melhor das hipóteses apenas servirá para Cavaco mostrar que não fazem dele um fantoche. Possivelmente a carreira política de António Costa acabará daqui a uns meses (ou talvez não dada a sem vergonhice que por aí anda) mas isso não passa de um pormenor, não é isso que está em jogo. Há muito mais em jogo, parece-me. Deste especial ângulo em que os acontecimentos decorrem, não se trata de salvar a pele de António Costa, como muitos dizem. Trata-se de salvar a pele dos envolvidos na operação marquês, dos que comprovadamente já estão envolvidos e dos que ainda não foram descobertos e que podem ou poderiam também lá ir parar brevemente. Sócrates, às tantas, não passa de um peão. Não vai acontecer mas já há algum tempo imagino o que aconteceria se algum dos mais influentes envolvidos se mostrasse arrependido e começasse a despejar tudo o que sabe… desconfio que teria repercussões imprevisíveis e seria, sem dúvida, notícia para percorrer o mundo inteiro durante semanas. Não sou dos que dizem que a classe política é toda um bando de corruptos e coisas que tais pois não acredito nisso mas também não acredito que na operação marquês haja apenas meia dúzia de envolvidos ou coisa parecida como por vezes as notícias nos querem fazer crer. Há-de haver bastantes pessoas de uma ponta à outra do espectro político mas principalmente do círculo mais próximo de Sócrates que estarão eventualmente envolvidas no caso até ao pescoço. Isto sem contar com toda a rede de conhecimentos e influências espalhada por países da América do Sul, África e eu sei lá mais onde! Sejam lá quem forem ou quantos sejam, podem todos dormir muito mais descansados com a perspectiva de que em breve tudo estará novamente em seu favor, tudo lhes correrá bem. Não mais terão de se preocupar com investigações incómodas a atrapalhar a vidinha de cada um… nem mesmo terão de continuar a ter cuidados redobrados no uso de telefones ou telemóveis pois as escutas passarão a ser todas ilegais e serão mandadas destruir sem apelo nem agravo com as restantes provas a ficarem assim sem efeito até que um dia, um belo dia… tudo prescreverá com a maior naturalidade. Todos bons amigos como lhes compete mesmo quando é preciso um sacrificar-se para bem dos demais. No final de contas, uma mão lava a outra e negócios como sempre. O que seria bom, bom mesmo era a insónia passar, estar a dormir e tudo isto não passar de um sonho mau onde a imaginação apenas se descontrolou um pouco.

    1. «Não sou dos que dizem que a classe política é toda um bando de corruptos»… é cansativo ler coisas assim. Claro que os nossos políticos não são APENAS corruptos. Há também os chulos, os tachistas, os trafulhas, os egomaníacos, os pulhas, os lacaios de mamões… e a corrupção, na política, assume várias formas.A Múmia Cavaca, por exemplo, terá recebido dinheiro por algum favor como PM ou PR? Não o vejo a arriscar tanto. Mas foi sempre financiado pela Máfia Espírito Santo, até 2011. Não é isto uma forma de corrupção às claras? E a mama na SLN não o expôs como, pelo menos, um trafulha armado em sonso? Ou os euromamadores Rangel e Nuno Melo: quando são convidados Bilderberg (como o Rangel), quando vão para mega-tachos privados (como o Arnaut) ou pulhíticos (como o Moedas), quando louvam diariamente os mamões que lhos fornecem, não é isto corrupção?No campo oposto, os comunas: admitamos que não se vendam à Banca e outros mamões, até porque não têm poder. Mas ao branquearem ditaduras, ao subordinarem acriticamente o seu povo a uma ideologia, ao obedecerem caninamente ao Comité Central para manter o tacho, não é isto corrupção moral? E em todos os partidos, ver corruptos e não os denunciar – alguma vez viu um político português denunciar outro? – não é ser cúmplice da corrupção, não é abdicar da integridade, não é isto ser corrupto?Neste estado de coisas, qualquer político em Portugal é pelo menos parcialmente corrupto. Qualquer pessoa decente só ali tem três opções: denunciar a podridão, ir-se embora, ou ambas.

      1. Também é cansativo ler coisas assim como as que o Filipe Bastos repete sempre na sua cassete acerca de todos os políticos quando faz generalizações sempre pela negativa… incluindo tudo sempre no mesmo saco de podridão. É certo que não há pessoas perfeitas em lado nenhum, obviamente política incluída. Mas, também na política, há pessoas que se esforçam por fazer o seu melhor apesar de todas as adversidades.(Não estou a referir-me a alguém em particular, agora estou eu a generalizar: governo, oposição, administração pública, serviços públicos, etc.) Pessoas que, apesar de a cada uma delas lhes parecer que nadam contra a maré, se mantêm fieis aos seus princípios. Pessoas que frequentemente chegam a pensar que estão sozinhas no modo de agir mas pessoas que, como qualquer um de nós, também erram. Erram ao tomar certas decisões e erram ao confiar que outras pessoas sejam igualmente esforçadas e de igual boa índole moral. Com sorte aprendem um pouco com esses erros. Não me leve a mal mas o Filipe Bastos, apesar de me parecer alguém também esforçado e de boa índole moral, com as suas afirmações, acusações, etc., com a sua desilusão generalizada, mostra ter perdido toda e qualquer esperança nos políticos ou talvez até na política o que também não me parece que seja exactamente bom. Na verdade… na verdade, creio que o Filipe Bastos não perdeu assim a esperança como aparenta ou não estaria aqui a dizer de sua justiça nos muitos comentários que por aqui vai fazendo. Algo o faz cá retornar e esse algo, creio, não é só para contrariar o Irritado Mor cá do sítio… Talvez a maior dificuldade que todos temos enquanto eleitores esteja em reconhecermos estas pessoas esforçadas no meio de outras que já demonstraram não serem merecedoras do nosso voto. E talvez esta dificuldade aumente ainda mais quando as nossas convicções divergem das dessas pessoas. (É apenas a minha opinião.) Quanto Cavaco, decididamente não sou eu que o vou defender pois já há muitos anos que me desiludiu (por razões diferentes das suas é certo mas desiludiu) e muito menos vou defender os restantes nomes que referiu.

        1. Só para dar as boas vindas a um novo “cliente”, diria “urbano”, e com urbanidade. Acho que o Bastos, mesmo a contra gosto, as dará também.

          1. Obrigado. Só receio que o que escrevi ali me tenha dado melhor imagem do que a que mereço.

        2. Se reparar acima, só generalizei num caso: os comunas. É fácil falar deles em bloco pois rejeitam a individualidade, funcionam em rebanho (ou matilha, conforme o ponto de vista).Os demais casos são apontados a nome: Múmia, Rangel, Melo, Arnaut, etc. Repito a cassete da “canalha política”, ou pulhítica, porque cada nome, tal como demonstrado acima, confirma essa canalha.Ou seja, não se trata de generalizar: simplesmente não vejo os casos honrosos de que fala. Claro que não conheço todos os políticos do país. Mas conheço os principais, e conheço os partidos.A política e os partidos atraem chulos e trafulhas devido à sua lógica interna, e quaisquer pessoas íntegras são inexoravelmente corrompidas pela podridão à volta. Mesmo que não participem activamente no regabofe, toleram-no e calam-no, tornando-se cúmplices. Ou então, o que é mais raro, vão-se embora.Aliás, é difícil, nesta altura, aparecerem pessoas íntegras – pois já todas sabem a podridão que por lá grassa.Ao Irritado: nada a contragosto, pelo contrário, por mim cidadãos urbanos são sempre bem-vindos!

          1. Não costumo concordar com muitas das suas posições mas, até certo ponto, entendo-as. Não estamos num mundo fácil.

  3. PS: Certamente é sabedor que a “raiva” caracteriza-se por paralisia, depressão, agitação, contracções dolorosas e salivação.

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