Desde a mais tenra idade da III República, sempre houve, no CDS, aquilo a que poderemos chamar “tentação socialista”, ou, por palavras mais claras, a postura de “pau para toda a obra”. A primeira coligação de governo foi PS/CDS, lembram-se? Os mais altos dirigentes históricos do CDS (Freitas/Basílio…) são hoje destacados militantes do PS, ministros, presidentes de câmara, etc..
Para quem tenha dúvidas a tal respeito, eis que a dona Cristas veio desfazê-las, sem que haja lugar a dúvidas. Nas comemorações da “retumbante” vitória (3,..% dos votos expressos), a primeira atitude de “política geral” da senhora foi a de colocar o partido à disposição do Costa: se se zangar com a esquerda, cá estamos à disposição, não tenha medo, conte connosco.
Não me surpreende, é uma espécie de evolução na continuidade, um regresso à pureza da democracia cristã, versão Largo do Caldas. Para os geringonços, trata-se de uma posição patriótica com a virtualidade de poder garantir, haja o que houver, a conservação do poder por mais anos do que contavam.
O IRRITADO agradece o esclarecimento e a clareza ideológica de tão ilustre senhora.
8.10.17

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