IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A CAMINHO DE CACILHAS

 

Dona Inês é filha de um senhor de nome Vitorino de Almeida e de uma senhora Ferreira Esteves. No entanto, por artes que escaparão aos genealogistas, chama-se Medeiros. De Medeiros. Não se sabe se renegou os pais, se optou por apelido mais “nobre”, se foi uma questão de marketing, se outra coisa qualquer. Facto é que tem uma mana especialista em cenas ousadas que também é “de Medeiros”, o que leva a crer numa doce e fraterna opção das duas, já que há uma terceira que não entrou na jogada e se chama, com toda a propriedade, Vitorino de Almeida.

Enfim, diz-se que, em matéria de nomes, não deve haver mexericos nem críticas. O que acima vai não é nem mexerico nem crítica, só curiosidade.

A celebridade de dona Inês ficou a dever-se a uma história picaresca. A senhora, deputada socialista,foi, durante meses, passar os fins de semana a Paris por conta da Assembleia da República. Houve uns invejosos que denunciaram o esquema, e dona Inês viu-se coagida a comprar bilhetes de avião com os seus dinheiros. Uma injustiça, como é evidente. Em contrapartida, a coisa deu-lhe celebridade. Quem sabia quem era tal cidadã antes das viagens a Paris?

De tal maneira ficou célebre que o PS a candidatou à Câmara de Almada, evidentemente para perder. Mas ganhou. Parece que os almadenses estavam maioritariamente fartos do PC, o que é natural.

Meia aparvalhada com a vitória, resolveu a senhora dar uma de popularucha declarando que vai passar a ir para o trabalho de cacilheiro, eventualmente a fim de fazer esquecer as passeatas até Paris. Muito bem, até porque, é de ver, o Mercedes da Câmara a esperará em Cacilhas.

Mas… há sempre um mas, não é? A declaração de dona Inês acaba assim: “se me deixarem”, o que aponta para a hipótese de, por iniciativa de terceiros mal intencionados, o Mercedes a vir buscar a Lisboa.

Boa boleia.

 

8.10.17



2 respostas a “A CAMINHO DE CACILHAS”

  1. Estas eleições são um forte argumento anti-democracia. Quando tanta gente vota na Inês, no Isaltino, no Valentim, na Fátima Felgueiras, no Mesquita de Braga, no Menezes de Gaia, e tantos outros trafulhas, décadas a fio, como se pode defender o voto popular? A democracia directa poderá atenuar o desastre, limitando o poder político, mas o problema de fundo permanece: uma parte significativa da população não tem discernimento para votar e é co-responsável pelo esgoto pulhítico que temos. Quem elegeu a Inês, quem reelegeu o Isaltino… não merece votar. A solução não pode ser uma ditadura, ou mais pulhitiquice pseudo-representativa, mas algo tem de mudar no acesso ao voto. Ou então, no peso do voto: um eleitor assim tem de valer menos. Começámos aqui uma discussão interessante sobre o tema, com o saudoso Manuel, mas ficou a meio.

  2. Avatar de Fernando Ribeiro
    Fernando Ribeiro

    Mais uma esgamiçada… Os almadenses que a aturem……e com a troca nada ganharam, antes pelo contrário.Mal vistas as coisas é como se deixassem de comer milho para passarem a comer painço…Deixam de tocar ferrinhos para tocarem campainhas de portas…Quanto às viagens estou de querer que gostará mais de fazer a travessia de cacilheiro para aproveitar o gosto dos apertos

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