IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


5 DE OUTUBRO

 

Debaixo de um toldo, que o Sol está forte, a nata do regime (obrigação sem devoção, só miufa) juntou-se na Praça do Município. Houve cavalos e bandas, trombetas e trombones, bandeiras e discursos. O tenebroso Medina fez exigências, mais “competências”, mais dinheiro. O senhor de Belém deu as costumeiras dicas, consensos e outras patrióticas balelas, copiosamente comentadas por quem vive de comentar.

Malta, zero. Uns turistas a passar, meia dúzia de mirones, foi o resto, a mostrar a consideração das pessoas pelo 5 de Outubro e pelas nossas três brilhantes repúblicas: 16 anos de balbúrdia, perseguições e bombas, 40 de polícia política, censura e estagnação, outros 40 com três resgates socialistas, a culminar na geringonça.

Comemorar o quê?

 

6.10.17



11 respostas a “5 DE OUTUBRO”

  1. Poderia ter ido comemorar a monarquia. D. Fernando que era tão formoso, mas mesmo assim não conseguiu embuchar umas quantas para assegurar a soberania. Valeu o grande D. Nuno Alvares Pereira que foi buscar à aos bastardos do avô da legítima um Soberano e depois comandou a defes da Pátria com sabedoria, tenacidade e milagres. Passados duzentos anos, um outro soberano, em vez de acautelar a soberania montando umas quantas, foi antes montar cavalos para o norte de África e enevoou-se. Resultado: O D. Filipe ainda respeitou o Cardeal mas quando lhe puseram à frente um Prior só não lhe caiu o queixo porque ele o usava sempre caído. Entrou por aí dentro que só visto. Restaurada a independência, o filho mais velho do restaurador, D. Afonso, parece não ter dado conta do recado, havendo que recorrer ao irmão D. Pedro. Como vê temos problemas com a renovação dos sucessores representativos da autoridade e soberania. O povo é desconfiado. Lembro-me perfeitamente das bocas acerca da idade do Sr. D. Duarte. Confesso que Portugal estaria mais bem representado e os portugueses melhor servidos.Sr. Irritado, foi perseguido pela polícia política? Quantos morreram? Eram pessoas violentas?

    1. Percebo o comentário, mas não as perguntas.

      1. Olhe sr Irritado, União Nacional albergava gente muito variada. O PCP e outros mais à esquerda tinham nos seus estatutos a utilização da violência. Parece que quem achava que deviam ser corridos a tiro como fazia o sr. Hitler era um comandante da legião, Capitão Humberto Delgado.

    2. Já eu, Sr. Picaroto, não percebo o comentário. Então o problema é a «renovação dos sucessores representativos da autoridade e soberania», e não o facto de estas serem atribuídas em função do ventre de onde se sai? Parece-lhe que alguém pode ter autoridade ou soberania apenas por ser filho de fulano ou de sicrana? Parece-lhe que milhões devem obediência, e uma vida de fausto, a alguém cujo único mérito consiste em nascer em certa família, já de si injusta e incompreensivelmente privilegiada? Parece-lhe que uma hipótese tão irracional, tão retrógrada e tão iníqua, pode ser mencionada sem um esgar de embaraço?

      1. Bem vindo, sr Filipe. O seu poder para levantar uma pedra dependerá apenas da sua força e do peso da pedra. Porém, se a pedra for mais pesada e tiver que a levantar juntamente com outra pessoa não pode ser um a mandar e o outro a obedecer. O poder tem ue estar nos dois, sob pena de alguém se aleijar. O que comanda apenas empresta a voz e obedece. A partir do momento que necessitamos dum grupo para sobreviver é o poder do grupo que nos proteje. Como Salazar jamais conseguiria fazer aclamar e dar legitimidde a um monarca que representasse o Povo e a Autoridade criou uma Soberana abstracta, a Nação, à qual obedeceu. Assim como o pai havia sido caseiro duma família de Santa Comba ele foi o caseiro da Pátria.

        1. Também aprecio metáforas, Sr. Picaroto, mas nestes temas prefiro a clareza. A Monarquia é uma aberração. É a negação do mérito, da equidade, da igualdade, da democracia. A ditadura, seja “leve” como a de Salazar ou “hardcore” como a de Mao ou de Hitler, é outra aberração. Aquilo a que chama o poder do grupo, para mim, é abjecto carneirismo e submissão acéfala à autoridade. Mas concordamos no poder do grupo. Daí a DEMOCRACIA DIRECTA: responsabilidade individual, decisão em grupo.

          1. Sr Filipe Bastos a autoridade e poder do grupo não deriva do mérito de um qualquer porque é superior a todos. Para mim é mais aceitável afirmar que o dinheiro público pertence à Coroa como fazem os ingleses do que dizer que dinheiros dos contribuintes como fazem os portugueses. Se calhar é por isso que o saiu para ajudar bancos voltou até o último tostão e com o justo juro.

          2. Sr. Picaroto, uma coisa é “o grupo”, a nação, o povo, a sociedade, como lhe queira chamar, outra é uma família de chulos que vive num palácio. O grupo trabalha; os chulos não. Já nascem chulos. Entende? É disso que falamos, Sr. Picaroto. Cada um tem de estudar, tem de trabalhar, tem de merecer. Ninguém pode nascer rei, da mesma forma que ninguém nasce soldador ou limpa-chaminés. E é o grupo que deve votar e tomar as decisões, em democracia. Isso é que é poder. Não é submeter-se à vontade arbitrária da classe pulhítica, e muito menos à chulice hereditária da realeza.

  2. «Três resgates socialistas», correcção: três resgates do Centrão. É sempre giro ver os adeptos de cada lado do Centrão a tirar o corpinho, como virgens inocentes. Como se não tivessem dividido os últimos 40 anos a meio, em suave alternância “democrática”, sempre a partilhar o tacho. Os governos xuxas serão os mais ruinosos, com o do 44 à cabeça, mas logo vêm os laranjas saquear-nos para pagar o calote e encher mamões, enquanto asseguram que a bandalheira continua impune. PS e PSD complementam-se.

  3. Quanto ao 5 Outubro, é simples: comemora-se o regime. Os regimes podres adoram rituais de autolegitimação. Tal como no 25 Abril, comemoramos o facto de o regime continuar a existir, e de a classe política continuar a mamar nele. Convém haver um mau da fita: a Monarquia, o Salazar, o que for. Algo para mostrar à carneirada: vêem? Agora estamos melhor! Claro que comemorar a República é hoje absurdo e bacoco. É como comemorar não haver escravatura, ou a Inquisição.

  4. Avatar de Fernando Ribeiro
    Fernando Ribeiro

    Desde que a pandilha do costa içou a bandeira de Portugal de pernas para o ar o povo arredou da praça. Foi pena porque era uma cerimónia bonita ainda para mais quando o dia passou a ser feriado

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