O caso do senhor Rodrigues dos Santos foi arquivado pela Exma. “Entidade” que trata de tais assuntos. Acha a dita que não deve “pronunciar-se sobre matérias da vida interna das empresas”.
E eu?
eu, que tanta esperança tive de mais não ver as piscadelas do olho do fulano,
eu, que cheguei a pensar ser possível deixar de ouvir o “especialmente para si” (para mim?),
eu, que até sonhei não aturar mais as palermices do senhor sobre as guerras deste mundo,
eu, que até imaginei que as orelhas do homem deixariam de me ocupar espaço no visor,
eu, que, gozosa e maldosamente, imaginei o homem, lá em casa, a chatear outro!
António Borges de Carvalho

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