Salvo melhor opinião, quem nomeou a recém desnomeada administração do teatro nacional do Rossio foi o governo do senhor Pinto de Sousa.
O mesmíssimo governo vem, agora, dizer que essa administração não tinha “idoneidade”, nem “capacidade”, nem “experiência de gestão”, nem “sentido de interesse público”.
A acreditar nisto, há que concluir:
– Que o governo do senhor Pinto de Sousa nomeou, para administrar o Dona Maria, uns tipos que não tinham “idoneidade”, nem “capacidade”, nem “experiência de gestão”, nem “sentido de interesse público”;
– Que nada nos garante que a nova administração, nomeada pelo governo do senhor Pinto de Sousa, tenha “idoneidade”, “capacidade”, “experiência de gestão”, ou “sentido de interesse público”;
– Que o governo do senhor Pinto de Sousa não tem “idoneidade”, nem “capacidade”, nem “experiência de gestão”, nem “sentido de interesse público”.
Em resumo, estamos entregues a gente que não tem “idoneidade”, nem “capacidade”, nem “experiência de gestão”, nem “sentido de interesse público.
António Borges de Carvalho

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